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B2B or not 2B | Resumo semanal do mundo da tecnologia corporativa (18/5 a 22/5)

Stephanie Kohn

Bem-vindo ao nosso resumo semanal do mundo corporativo. Toda sexta-feira selecionamos as principais notícias que rolaram nos últimos dias para você ficar por dentro dos assuntos mais relevantes do momento. De estratégias de negócios até problemas judiciais, aqui você se atualiza em poucos minutos. Confira!

Novidades

Começou na terça-feira (19), a edição 2020 do Build, a conferência para desenvolvedores da Microsoft. E, com a crise gerada pela COVID-19, o evento deste ano foi 100% online e aberto não somente a desenvolvedores, mas, também, ao público em geral. E isso valerá não apenas para esse ano, como também para os outros eventos da criadora do Windows até 2021.

Entre as novidades apresentadas estão o Azure Machine Learning, Azure Synapse Link, Fluid Framework, Microsoft Cloud for Healthcare, novidades no Microsoft Teams, Project Reunion e um supercomputador de Inteligência Artificial. Leia a matéria completa para mais detalhes de cada lançamento.

Sem papas na língua

O atual presidente do conselho de administração da SAP, Hasso Plattner, criticou parte da estratégia adotada pelo ex-CEO, Bill McDermott, em uma longa entrevista para o maior jornal de economia da Alemanha. Entre as críticas, Plattner, o último dos cinco fundadores envolvidos diretamente na SAP, disse que a companhia comprou empresas pelos motivos errados.

Segundo ele, a decisão de McDermott de manter as companhias adquiridas nos Estados Unidos com uma atuação independente gerou um conflito com a matriz alemã, além de problemas de integração tecnológica. Um dos exemplos citados foi a aquisição do Ariba, software de supply chain, comprado em 2012 por US$ 4,3 bilhões.

O problema de fundo que aparece diversas vezes na entrevista de Plattner é um conflito cultural entre o lado americano e o alemão da SAP. Os Estados Unidos são o mercado mais importante para SAP, mas a sede é na Alemanha. Leia a matéria na íntegra.

Transformação Digital

O Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO) anunciou nessa segunda-feira (18) que o e-Safira, Sistema Integrado de Apoio à Fiscalização e Emissão de Autos de Infração, passa a permitr a fiscalização de ponta a ponta de todos os tributos federais no país e que geram arrecadação para os cofres públicos. Agora, a nova versão do sistema teve a implementação da fiscalização aduaneira, até então realizada, de forma parcial, por outro sistema.

De acordo com o auditor-fiscal da Coordenação-Geral de Administração Aduaneira (Coana), Tiago Spengler, em 2019, a fiscalização aduaneira concluiu mais de 2.500 ações fiscais, com a lavratura de autos de infração no montante de cerca de R$ 8,4 bilhões. Esse volume irá se juntar as 10.000 ações fiscais executadas em relação aos tributos internos e previdenciários com lançamentos na ordem de 194 bi, a partir desta nova versão do o e-Safira.

Desenvolvido pela Secretaria da Receita Federal, o e-Safira já permitia a fiscalização de tributos internos e previdenciários, e é integrado por dois módulos: o Módulo Fiscal, que permite aos auditores da Receita a emissão de autos de infração atualizados quanto à legislação; e o Módulo Gestor, que permite a configuração do sistema de maneira tempestiva, trazendo atualizações ao passo da legislação.

Entre as funcionalidades apresentadas hoje pelo sistema estão cálculos e demonstrativos do valor devido, multas e juros, reconstituição de Escrita do Imposto sobre os Produtos Industrializados (IPI) e compensação de Prejuízo do Imposto de Renda - Pessoa Jurídica ( IRPJ), e da Base Negativa da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Além disso, departamentos contáveis de empresas podem ainda fazer a Requisição de Movimentação Financeira (RMF), realizar o Enquadramento legal e ainda emitir Auto de Infração. Leia a matéria na íntegra.

Giro Facebook

Nem mesmo a crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2) impediu o Facebook de fazer grandes investimentos. A empresa de Mark Zuckerberg finalizou a compra da Giphy, um dos maiores e mais famosos mecanismos de busca de GIFs animados do mundo. Embora não tenha revelado as cifras envolvidas no negócio, analistas afirmam que a transação custou em torno dos US$ 400 milhões.

O Giphy já está presente nas plataformas do Facebook há algum tempo, sendo responsável por mais de 50% do tráfego do aplicativo. De acordo com a rede social, após a entrada da empresa no grupo, ela será alocada no time do Instagram, que deve fazer algumas mudanças e investir ainda mais funcionalidades e melhorias na plataforma.

Outra novidade da rede social essa semana foi em relação a volta dos profissionais aos escritórios. A rede social deverá limitar a ocupação de suas principais unidades para 25%, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. A empresa, que planeja o retorno para 6 de julho, também irá medir a temperatura dos funcionários que voltarão aos locais de trabalho e irá limitar o número de pessoas nas salas de reunião. A rede social ainda vai criar espaços de 1,8 metro entre as estações de trabalho, substituir os buffets nas copas por refeições prontas, manter as academias fechadas por tempo indeterminado e proibir visitantes externos em um primeiro momento.

As fontes ainda disseram que o Facebook não planeja testar funcionários para o COVID-19, mas a empresa pode adotar a medida assim que testes rápidos se tornarem mais disponíveis. Mesmo assim, os funcionários devem usar máscaras no escritório quando não for possível manter uma distância segura e, em alguns locais, as máscaras deverão ser usadas o tempo todo enquanto estiverem trabalhando. A companhia também trabalha para possibilitar o distanciamento em seus ônibus fretados.

Conexão China

A Huawei anunciou nessa quinta-feira (21) que a sua filial no Brasil terá um novo CEO: Sun Baocheng. O executivo já atua pela empresa no país há seis anos e era o presidente da divisão Carrier Business Group - focado na venda de equipamentos de infraestrutura para as operadoras - desde 2017.

Formado em automação, Sun Baocheng está na Huawei desde 2005 - ele iniciou sua carreira na empresa na China, atuando como gerente geral e diretor de filiais em todo o país. Ele substitui Yao Wei, CEO da Huawei Brasil desde 2016. Há 22 anos em território nacional, a Huawei tem participação na implementação do 2G até o 4.5G a partir do fornecimento de equipamentos e soluções de infraestrutura. Hoje, a fabricante chinesa tem cinco filiais nacionais: São Paulo, Rio, Brasília, Recife e Curitiba.

Já a Baidu, gigante de buscas chinesa, estaria considerando abandonar a Nasdaq, a bolsa de valores dos EUA voltado para empresas de Tecnologia. A ideia é migrar para um mercado de ações na Ásia para aumentar a sua valorização, além de se afastar da crescente tensão comercial entre a China e o governo Trump. As informações são da agência de notícias Reuters.

Para realizar esse processo, a Baidu - uma das primeiras companhias chinesas a serem listadas na Nasdaq - já estaria conversando com consultores do mercado sobre a melhor forma de seguir com o processo, analisando questões regulatórias e outras relacionadas a financiamentos. No entanto, segundo fontes envolvidas no assunto, as discussões estão em um estágio inicial e sujeitas a alterações. Entenda as disputas comerciais entre EUA e China na matéria completa.

Fonte: Canaltech