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B2Mamy constrói pontes para reduzir abismo de gênero e facilitar jornada de mulheres

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Em um mercado que se interessa pelas mulheres enquanto consumidoras, mas que ainda exclui do seu board executivo muitas daquelas que decidem maternar, Dani Junco, farmacêutica por formação, empreendedora e mãe do Lucas, ignorou o cartão vermelho (também conhecido como motherhood penalty) que muitas empresas dão às gestantes e decidiu virar o jogo.

“Você quer que eu consuma os seus produtos e serviços de startup e de economia tradicional, mas você não quer me admitir grávida. Você me tira do jogo, ao tirar a minha geração de renda”, afirma a fundadora da B2Mamy, empresa que, desde 2016, capacita e conecta mães e mulheres ao universo de inovação e tecnologia.

Não é novidade que as mulheres são sub-representadas quando o assunto é empreendedorismo. O estudo mais recente do Sebrae aponta que, no fim de 2021, elas eram apenas 34% dos donos de negócios no Brasil. Se olharmos para o ecossistema de invovação e tecnologia, a desigualdade revela um abismo entre gêneros ainda maior. De acordo com Female Founders Report (estudo feito em 2021 pela B2Mamy em conjunto com a Distrito e a Endeavor), apenas 4,7% de todas as startups brasileiras são fundadas exclusivamente por mulheres. A pesquisa traz um número ainda mais alarmante: este pequeno grupo de empresas recebeu apenas 0,04% dos US$ 3,5 bilhões investidos em startups em 2020.

Mais do que olhar para esse abismo, Dani Junco, resolveu se debruçar sobre ele e construir pontes para facilitar a jornada das mulheres. “Quando eu chego a um lugar em que eu posso abrir a porta para as mulheres pelo lado de dentro, o meu privilégio vem acompanhado do seu contrário: a responsabilidade”, afirma Dani.

A CEO da B2Mamy aponta três grandes causas para a exclusão das mulheres das oportunidades no ambiente de tecnologia e inovação:

Falta de investimento

Deferentemente do mercado tradicional, as startups demandam grandes volumes de capital para investimento em tecnologia. Mas, como a apontou a pesquisa Female Funders, esse dinheiro de venture capital (o capital de risco) não chega nem a 1% das empreendedoras. “Não se consegue microcrédito para abrir uma casa de bolos. Quanto menos investidor anjo para conseguir fazer uma startup”, afirma Dani Junco

Baixo potencial de escala

O segundo motivo é que as mulheres partem para o empreendedorismo por motivos diferentes que o dos homens. Se muitos deles partem de ideias focadas no potencial de escala e alto retorno, as mulheres costumam iniciar os seus negócios por necessidade de subsistência, principalmente se a empreendedora é uma mãe e já recebeu do mercado a penalidade do motherhood penalty.

Gap de tecnologia

Dani acredita que outro ponto que coloca as mulheres em desvantagem é que, culturalmente homens são mais estimulados, desde a infância, a estudar os temas associados à tecnologia, como matemática, física e engenharia. Às mulheres, alguns espaços, como o da inovação e tecnologia, são negados. “No mercado de trabalho, nós temos homens liderando ou nós temos mulheres masculinizadas. E eu fui uma delas (...) Eu tive que me masculinizar para tomar decisões e para ser escutada”, afirma a empresária.

Capacitação e aceleração

Desde que criou a B2Mamy em 2016, quando ainda estava grávida de seu filho, Dany trabalha para mitigar essas questões ao capacitar e conectar mães ao mercado de tecnologia e inovação com ações voltadas ao empreendedorismo e à empregabilidade.

De lá para cá, mais de 50 mil mulheres foram capacitadas pelos programas da aceleradora, mais de R$ 16 milhões foram movimentados dentro da rede e 269 foram aceleradas pelo programa B2Mamy Pulse. Além disso, a B2Mamy criou uma comunidade com mais de 10 mil profissionais mães e mantém um coworking family friendly em São Paulo, a casa B2Mamy.

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