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Azul quer aproveitar ‘mudança monumental’ do turismo no Brasil

Patricia Xavier e Ezra Fieser
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A Azul planeja expandir os voos em todo o Brasil para aproveitar uma “mudança monumental” na forma como as pessoas viajam no país, disse o presidente da companhia aérea.

Mesmo com a epidemia de Covid-19, a maior companhia aérea doméstica está se beneficiando de uma mudança nos padrões de viagens locais: empresários em grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro estão programando viagens no meio da semana para trabalhar em hotéis à beira-mar na região nordeste. E os moradores de regiões ricas no coração agrícola do país, como Sorriso em Mato Grosso, estão cada vez voando mais, disse o CEO John Rodgerson.

Essa tendência deve continuar com o avanço da campanha de vacinação depois que a epidemia já provocou a morte de mais de 230.000 pessoas, o maior número depois dos EUA. A Azul, que já opera acima de 80% dos níveis pré-Covid, planeja aumentar sua capacidade para aproveitar a mudança, disse Rodgerson.

“O Brasil foi o país de recuperação mais rápida do mundo se você olhar as viagens domésticas”, disse ele em entrevista. “2020 foi um ano de sobrevivência e 2021 se trata de vacinar as pessoas e partir para a recuperação.”

As companhias aéreas da América Latina foram particularmente afetadas pelo desenrolar da pandemia no ano passado com governos fechando fronteiras e interrompendo as viagens aéreas. Três das maiores empresas da região - Latam Airlines, Avianca e o Grupo Aeromexico SAB - entraram com pedido de recuperação judicial. A Azul e a Gol, sua maior concorrente, ganharam a confiança dos investidores enquanto reforçavam as finanças e a demanda por viagens domésticas se recuperava mais rapidamente do que o esperado.

Os ativos da Azul se distanciaram das mínimas do ano passado, com as ações mostrando recuperação em dólar de mais 330% desde meados de maio, mais de cinco vezes melhor do que o retorno médio das 27 companhias aéreas rastreadas pelo Índice Bloomberg World Airlines. Enquanto isso, seus títulos com vencimento em 2024 subiram 84% desde que caíram em território de dívida distressed em março, em comparação com aumento de 21,5% para dívidas corporativas de mercados emergentes, segundo dados compilados pela Bloomberg.

Embora a recuperação tenha sido impulsionada por um aumento nas viagens de lazer, Rodgerson disse que as viagens corporativas provavelmente voltarão à medida que mais pessoas forem vacinadas. A companhia aérea, que atende 116 destinos no país, também está se beneficiando da demanda por seus negócios de carga. Empresas de comércio eletrônico como Mercado Livre e Magazine Luiza estão correndo para conquistar clientes fora do populoso sudeste.

Ventos contrários

Ainda assim, Rodgerson disse que a indústria enfrenta novos desafios, incluindo uma segunda onda de infecções desencadeada por uma cepa mais contagiosa do vírus. “Temos mais três meses difíceis pela frente”, disse ele.

Ele também acompanha de perto o real, que perdeu quase 3,7% em relação ao dólar neste ano, o pior desempenho entre as principais moedas de mercados emergentes depois do peso argentino. Com a ajuda da aprovação de reformas econômicas no Congresso, Rodgerson disse que a moeda pode se fortalecer em relação ao dólar para em torno de R$ 5, o que “aliviaria o fardo das despesas da Azul denominadas em dólares, principalmente em leasing de aeronaves e combustível.”

Para fazer frente à queda de negócios impulsionada pela pandemia no ano passado, a Azul emitiu R$ 1,7 bilhão em debêntures conversíveis, fechou negócios com parceiros que liberaram capital de giro e fechou acordos com parceiros financeiros para estender os prazos de pagamento em parte de sua dívida.

A companhia aérea tem caixa suficiente - e margem de manobra de seus parceiros nas condições de pagamento - para enfrentar a incerteza dos próximos meses. A empresa pode retornar ao mercado de capitais “em algum momento nos próximos dois anos”, disse Rodgerson.

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©2021 Bloomberg L.P.