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AZ Quest espera alívio no câmbio, mas evita juro nominal por incerteza com Selic

·2 minuto de leitura
Cédulas de dólares

SÃO PAULO (Reuters) - A gestora de fundos AZ Quest mantém posição reduzida a favor do real e pode elevá-la a depender da confirmação da expectativa de aumento dos retornos reais associados à moeda, conforme o Banco Central sobe os juros e a inflação deve estar perto dos picos do ciclo, disse nesta quinta-feira Gustavo Menezes, gestor macro com foco em câmbio.

Há, porém, muita incerteza em relação à trajetória do aperto monetário em curso pelo Bacen, especialmente sobre em que nível pararia a Selic. Isso deixa o gestor ainda ressabiado sobre posições em juro nominal, apesar de Menezes reconhecer que os patamares das taxas parecem atrativos.

Em contrapartida, a AZ Quest --com 17 bilhões de reais sob gestão-- segue com posições em juros reais, conforme alguns vencimentos de NTN-B pagam taxa real em torno de 5%, nível considerado alto pelo gestor diante do quadro geral.

"A inflação em 12 meses em setembro finalmente deve fazer pico... Mas a gente precisa analisar a inflação no detalhe para ver se ela vai ceder mais fortemente. Isso não é, no momento, o que vemos no cenário", afirmou Menezes.

O gestor pontuou que a pressão de depreciação sobre o real em boa parte tem sido causada pelos retornos reais negativos, que se aprofundaram neste ano depois de já terem ficado abaixo de zero em 2020.

No caso do câmbio, contudo, a expectativa de que a inflação tenha batido seu pico em setembro combinada à leitura de que o BC subirá os juros para onde for necessário deve melhorar a atratividade do ativo à frente.

Essa narrativa, por ora, não considera chance material de o banco central dos Estados Unidos restringir a política monetária de maneira mais intensa do que a que já parece em parte nos preços.

"E o BC aqui, ciente dos riscos, antecipou os leilões para dar liquidez ao câmbio. Acredito que ele deva atuar além dos swaps do overhedge, com operações no mercado à vista ou de derivativos com algum valor a mais do que ele já anunciou, para deixar o mercado mais comportado."

Sobre o risco político no Brasil, Menezes avalia que por enquanto esse componente ainda não tem peso crucial nas decisões de investimento. "No segundo semestre (de 2022) talvez isso traga volatilidade, incerteza, mas para este momento dentro de todos os riscos o peso ainda é pequeno. Temos que esperar mais."

O time de pesquisa econômica da AZ Quest projeta dólar de 4,80 reais ao fim de 2021 e 2022. A inflação ficará em 8,5% neste ano, pouco acima da Selic de 8,25% prevista para o período. Com uma política monetária mais restrita, o IPCA recuará a 4,1% em 2022, mas o juro seguirá rota ascendente, indo a 9,25%.

O PIB vai desacelerar o crescimento para 1,5% em 2022, após expansão estimada de 5,1% em 2021.

(Por José de Castro)

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