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AXA embarca em onda ESG com novo fundo na China

Bloomberg News
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A gestora de ativos da AXA na China planeja lançar seu primeiro fundo ESG em março, entrando para a crescente lista de empresas que buscam aproveitar a forte demanda por investimentos sustentáveis.

A AXA SPDB Investment Managers quer lançar mais fundos com critérios ambientais, sociais e de governança, ou ESG na sigla em inglês, em uma tentativa de atrair fundos de pensão e outros investidores de longo prazo. Como outras firmas de fundos na China, a empresa enfrenta a difícil tarefa de administrar as expectativas das legiões de investidores de varejo voláteis que dominam o segmento no país e frequentemente buscam dinheiro rápido.

“Ambos os investimentos em valor e ESG agora olham para o valor das empresas com uma perspectiva de longo prazo”, disse Yang Yuebin, responsável pela divisão de investimento em valor da gestora que vai administrar o novo fundo. No entanto, “os investidores de varejo são frequentemente levados a buscar satisfação instantânea, prestando muita atenção ao desempenho de curto prazo, e isso tem levado a resgates frequentes”.

A AXA SPDB, com US$ 17 bilhões em ações e títulos sob gestão, é uma das dezenas de gestoras de fundos na China que aderem à tendência global dos chamados investimentos de impacto. Até o final de outubro, 49 empresas nacionais emitiram 127 produtos relacionados a ESG, incluindo 120 bilhões de yuans (US$ 18,5 bilhões) em fundos de ações e ativos mistos, de acordo com dados da SynTao, consultoria chinesa de finanças verdes e investimentos responsáveis. O valor de ativos sob gestão é mais do que o dobro do nível de 2019, mas ainda representa uma pequena parte da indústria de fundos mútuos de quase 20 trilhões de yuans da China.

Além da falta de conhecimento sobre investimentos de impacto entre investidores de varejo, a expansão do setor de fundos ESG na China é limitada por um sistema de avaliação de desempenho com base em resultados de curto prazo, bem como em valuations elevados no mercado chinês de ações A, após um rali de dois anos.

“Um fundo mútuo que implementa a estratégia de investimento (valor e ESG) enfrentará um grande desafio devido à pressão de classificação de desempenho de curto prazo”, disse Yang em entrevista.

Ainda assim, o interesse é cada vez maior. A China deve registrar crescimento mais rápido na Ásia para fundos de índice ESG, depois que o valor dos ativos se multiplicou por 18 nos últimos dois anos, segundo estimativas da Bloomberg Intelligence.

A iniciativa da China para adotar energia renovável e veículos elétricos deve estimular mais fluxos para ETFs relacionados a ESG, contribuindo para um crescimento de 20% em ativos na Ásia neste ano, de acordo com Esther Tsang, analista da BI.

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