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Avião russo com capacidade nuclear chega à Venezuela e irrita os EUA

AFP Photo/Federico PARRA
AFP Photo/Federico PARRA

Dois aviões bombardeiros russos capazes de transportar armas nucleares pousaram na aliada Venezuela, em uma demonstração de apoio ao governo socialista da Venezuela que enfureceu Washington.

Os bombardeiros supersônicos TU-160, conhecidos como “Cisnes Brancos” por pilotos russos, aterrisaram no aeroporto de Maiquetia, perto da capital Caracas, após percorrerem mais de 10 mil quilômetros, disseram os governos da Rússia e da Venezuela.

Seu deslocamento ocorre dias após o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, cujo governo de esquerda é o mais significativo inimigo dos EUA na América Latina, se reunir com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou.

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À medida que a economia socialista da Venezuela, um membro da Opep, implode, a Rússia se torna uma financiadora de último recurso fundamental, investindo em sua indústria de petróleo e dando suporte ao seu Exército.

Com capacidade para transportar mísseis nucleares de curto alcance, os aviões podem voar por mais de 12 mil quilômetros sem parada para abastecimento e já estiveram na Venezuela duas vezes antes na última década.

“O governo russo enviou bombardeiros para o outro lado do mundo, até a Venezuela”, disse enfurecido o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, no Twitter.

“Os povos russo e venezuelano devem ver isso como o que é: dois governos corruptos desperdiçando fundos públicos e esmagando a liberdade enquanto seus povos sofrem.”

Para Venezuela, reação dos EUA é ‘cínica’

O governo da Venezuela qualificou de cínica a reação dos Estados Unidos ao envio de dois bombardeios russos ao país caribenho para exercícios militares, recordando que o presidente americano, Donald Trump, aventou uma possível intervenção.

“A reação” do secretário de Estado americano, Mike Pompeo, “não é só desrespeitosa, é cínica: os EUA possuem pelo menos 800 bases militares (conhecidas) em 70 países”, postou no Twitter o chanceler venezuelano, Jorge Arreaza.

“Hoje, 75 dos 107 programas dos EUA para cooperação na segurança operam na América Latina”, acrescentou.

Na segunda-feira, dois bombardeiros Tu-160, um avião de transporte An-124 e um avião de passageiros Il-62 aterrissaram no aeroporto de Maiquetía, que atende Caracas, para exercícios de Defesa, segundo o alto comando militar venezuelano.

Pompeo rechaçou as manobras no Twitter, acusando Moscou e Caracas de ser “dois governos corruptos esbanjando recursos públicos e reprimindo a liberdade enquanto seu povo sofre”. A Rússia criticou esta resposta “pouco diplomática” e tachou a mensagem de inaceitável.

“É insólito” que Washington questione a operação, quando Trump “nos ameaçou publicamente com uma intervenção militar”, expressou Arreaza. “Se quiserem cooperar, levantem as sanções contra a Venezuela”, acrescentou o funcionário.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que denuncia continuamente conspirações contra ele orquestradas pela Casa Branca, se prepara para iniciar um segundo mandato (2019-2025) em 10 de janeiro, após se reeleger em eleições desconhecidas pelos Estados Unidos, a União Europeia e uma dúzia de países latino-americanos.

Em setembro, no âmbito da Assembleia Geral da ONU, Trump declarou que “todas as opções estão sobre a mesa” no caso venezuelano, “as fortes e as menos fortes”.

“E já sabem o que quero dizer com forte”, disse, então, à imprensa.

Ante os questionamentos de Pompeo, Arreaza exortou os Estados Unidos a revisar “seu imenso” orçamento militar, de 674 bilhões de dólares para 2019: “Com certeza os 50 milhões de pobres e famílias sem acesso à saúde pública nos EUA podem sugerir destinos mais justos para estes recursos”.

Já o ministro colombiano da Defesa, Guillermo Botero, declarou que este tipo de manobra da Venezuela não é novidade, e destacou que as Forças Armadas da Colômbia sempre agem com uma “prudência a toda prova”.

“A Colômbia não é um país provocador, não provoca e nem permite ser provocada”, declarou Botero à W Radio.

A Rússia enviou aeronaves à Venezuela cinco dias depois de um encontro, em Moscou, entre Maduro e seu contraparte russo, Vladimir Putin, que lhe prometeu apoio.

Com Reuters e AFP