Mercado abrirá em 6 h 48 min
  • BOVESPA

    120.636,39
    -605,61 (-0,50%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    45.495,41
    -962,59 (-2,07%)
     
  • PETROLEO CRU

    53,35
    +0,37 (+0,70%)
     
  • OURO

    1.849,60
    +9,40 (+0,51%)
     
  • BTC-USD

    35.396,12
    -498,13 (-1,39%)
     
  • CMC Crypto 200

    702,62
    -12,58 (-1,76%)
     
  • S&P500

    3.798,91
    +30,66 (+0,81%)
     
  • DOW JONES

    30.930,52
    +116,22 (+0,38%)
     
  • FTSE

    6.712,95
    -7,70 (-0,11%)
     
  • HANG SENG

    29.718,86
    +76,58 (+0,26%)
     
  • NIKKEI

    28.478,72
    -154,78 (-0,54%)
     
  • NASDAQ

    13.031,00
    +45,50 (+0,35%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,5060
    +0,0074 (+0,11%)
     

Avião de transporte da Embraer ganha novo nome para mercado internacional

IGOR GIELOW
*ARQUIVO* SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, SP, 05.05.2019: Fábrica da Embraer em São José dos Campos, no interior de SP.  (Foto: Charles Sholl/Brazil Photo Press/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, SP, 05.05.2019: Fábrica da Embraer em São José dos Campos, no interior de SP. (Foto: Charles Sholl/Brazil Photo Press/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Embraer e a Boeing anunciaram nesta segunda-feira (18) o novo nome do avião de transporte multimissão que pretendem vender em conjunto, por meio de uma joint-venture que está à espera da aprovação de órgãos regulatórios para operar. O KC-390 agora se chama C-390 Millennium.

O nome reflete a ideia central das duas empresas, que é apresentar o avião como uma solução do novo milênio, em oposição à idade de seu principal concorrente, o americano Lockheed C-130 Hércules, um projeto dos anos 1950.

Na feira Dubai Airshow, nos Emirados Árabes Unidos, foi anunciado também o nome da joint-venture: Boeing Embraer - Defense. O nome da fabricante americana ganha destaque devido à sua maior capilaridade no mercado mundial, ainda que a empresa brasileira tenha 51% das ações da nova empresa.

"O nome da nossa joint-venture reforçará a competitividade global e ampliará os mercados potenciais", afirmou em nota o presidente da Embraer Defesa, Jackson Schneider.

A joint-venture será uma das três empresas que sairão do acordo entre Boeing e Embraer, finalizado no começo deste ano e que aguarda aprovação de órgãos de defesa da concorrência. A Comissão Europeia é o foco de preocupações neste momento, já que o processo por lá está sendo objeto de escrutínio detalhado.

Além da joint-venture, a americana será dona de 80% da área de aviação comercial da Embraer, responsável por 46% de sua receita líquida no ano passado. Ela se chamará Boeing Brasil - Commercial, quando e se for aprovada para operar.

A operação custará US$ 4,2 bilhões (R$ 16,8 bilhões hoje) à fabricante, que enfrenta graves prejuízos com a crise envolvendo seu principal produto, o 737 MAX, cuja frota está no chão devido a falhas de software e treinamento que levaram a dois desastres.

Por fim, a Embraer remanescente seguirá como empresa focada em defesa, segurança e aviação executiva. Ela continuará como dona dos dois contratos já fechados de venda do C-390, 28 aviões para o Brasil (R$ 7,2 bilhões) e 5 para Portugal (R$ 3,75 bilhões).

O nome comercial do Millennium perdeu o K, que designa a capacidade de reabastecimento aéreo, para sublinhar capacidades diversas de transporte tático. Ele permanecerá sendo chamado KC-390 para os clientes que optarem por tal funcionalidade.

O maior avião militar já feito no Brasil começou a ser pensado no fim da década passada. Inicialmente, a Embraer havia proposto uma versão de seu bem-sucedido modelo E-Jet, mas a FAB (Força Aérea Brasileira) pediu basicamente uma aeronave nova.

Desde 2008, o país colocou R$ 5 bilhões no projeto de desenvolvimento, que serão devolvidos na forma de royalties de 3,2% sobre cada exportação. E, em 2009, foi fechada a encomenda de lançamento do produto.

Com dois incidentes sérios com protótipos e a recessão de 2015-16 apertando o orçamento, o projeto teve atraso, mas conseguiu entregar o primeiro avião operacional à FAB neste ano --um que é considerado um feito no mercado aeronáutico.

O C-130, que tem 23 unidades voando no Brasil, é o alvo preferencial do novo avião, mas não só. A ideia da Embraer é ofertar também o modelo a países que operam frotas de cargueiros de maior porte, como o Boeing C-17 Globemaster, como uma solução complementar mais barata de voar.

O avião está posicionado para um mercado potencial de pelo menos 700 aeronaves nos próximos 20 anos. "O Millennium irá liderar a próxima geração de aeronaves de transporte e mobilidade aérea", disse em comunicado o presidente da Boeing para a parceria com a Embraer, Marc Allen.