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Avião da Boeing apresenta falha e molha crianças de escola com combustível

Rafael Rodrigues da Silva

Há cerca de um ano, a Boeing é presença garantida no noticiário por causa dos problemas de fabricação com o modelo 737 MAX: falhas no projeto de um dos componentes do avião (além de no treinamento da empresa oferecido aos pilotos) foram responsáveis pela queda de pelo menos duas aeronaves, e que fizeram com que o 737 MAX — o modelo de maior sucesso comercial da história da Boeing — fosse proibido de levantar vôo em qualquer país do mundo.

Mas como desgraça pouca é bobagem, um novo problema para a companhia esta semana envolveu o 777, conhecido por ser o maior avião bimotor do mundo. O caso aconteceu nesta terça-feira (14) na Califórnia (EUA), quando um vazamento no sistema de combustível da nave derramou combustível de avião sobre o parquinho de uma escola primária na cidade de Cudahy, atingindo nove adultos e dezessete crianças.

Felizmente, não houve nenhum ferimento grave entre as vítimas, e tanto os adultos quanto as crianças sofreram apenas ferimentos e queimaduras leves decorrentes do contato direto do combustível (que é altamente tóxico) com a pele. Todas foram prontamente tratadas no hospital local, e já foram liberadas para suas casas. Um vídeo divulgado pela Associated Press mostra o avião vazando combustível em pleno vôo, além de como foi a resposta das equipes de resgate que compareceram ao local.

De acordo com um representante da escola, o acidente aconteceu no momento em que duas classes estavam num momento de atividades ao ar livre, o que explica porque houve tantas vítimas mesmo com o vazamento acontecendo em um horário de aula (onde automaticamente se assume que as crianças estariam protegidas dentro da sala).

O avião que causou o acidente foi identificado como pertencente à Delta Air Lines, e após o vazamento ele conseguiu retornar e fazer o pouso no aeroporto de Los Angeles sem maiores problemas. A companhia afirmou que o vazamento de combustível ocorreu por uma “falha mecânica” no avião, mas ainda não se pronunciou sobre se irá pagar as despesas médicas das crianças e adultos que foram atingidos pelo combustível.

Fonte: Canaltech

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