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Auxílio Brasil começará a ser pago em novembro com reajuste de 20% em relação ao Bolsa Família, afirma ministro

·2 min de leitura
Ministro da Cidadania, João Roma (Foto: Marcos Correa/PR)
Ministro da Cidadania, João Roma (Foto: Marcos Correa/PR)
  • Não foi detalhada a fonte de recursos para a nova iniciativa social;

  • Roma afirmou que o programa "nada tem de eleitoreiro";

  • Programa terá um reajuste de 20% em relação ao que é pago atualmente pelo Bolsa Família.

O ministro da Cidadania, João Roma, disse que o benefício do programa Auxílio Brasil começará a ser pago a partir de novembro. Não foi detalhada a fonte de recursos para que a nova iniciativa social do governo federal siga as regras de responsabilidade fiscal sem furar o teto de gastos.

Ao fazer o anúncio, Roma afirmou que o programa "nada tem de eleitoreiro". 

"Estamos buscando dentro do governo todas as possibilidades para que o atendimento aos brasileiros mais necessitados siga de mãos dadas com a responsabilidade fiscal", disse em pronunciamento à imprensa. Os jornalistas não puderam fazer perguntas.

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Roma ainda afirmou que o reajuste está sendo discutido internamente com o governo federal e o Congresso Nacional. "Estamos estruturando um beneficio transitório que funcionaria até dezembro do próximo ano, e teria finalidade de equalizar o pagamento de benefícios, pra que ninguém receba menos de R$ 400". Também foi reafirmado que o Auxílio Emergencial será encerrado neste mês de outubro.

Ainda de acordo com o ministro, o programa terá um reajuste de 20% em relação ao que é pago atualmente pelo programa Bolsa Família. Segundo o chefe da pasta, o programa transitório contempla 14,7 milhões de famílias, e promete o número chegue em quase 17 milhões. 

Anúncio gerou reação negativa ontem

Diante da reação do mercado e da equipe econômica, o anúncio sobre o novo valor do Auxílio Brasil e o número de beneficiados foi adiado na tarde de ontem (20). Foi anunciando que o programa, que deve substituir o Bolsa Família, pagaria R$ 400 até o final de 2022.

A proposta pretendia unificar o valor do Auxílio Brasil com uma parcela do futuro auxílio e mais uma parcela do auxílio emergencial, a serem pagas em conjunto no ano de 2022, em que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tentará a reeleição. Esse valor teria o total de R$ 400 durante todo o ano.

Ainda esta semana, Roma afirmou que o Auxílio seria de R$ 300, ainda dentro do teto de gastos imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal, e aumentando o valor médio do atual Bolsa Família, que é de R$ 189 em média.

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