Mercado fechará em 6 h 25 min

Auxílio emergencial: Bolsonaro defende benefício 'de R$ 200 a R$ 600' até o fim do ano

Marcello Corrêa e Gustavo Maia
·2 minutos de leitura
Brazil's President Jair Bolsonaro, his protective face mask hanging from his ear, speaks during a ceremony launching the housing program "Green and Yellow House," at the Planalto presidential palace in Brasilia, Brazil, Tuesday, Aug. 25, 2020, amid the new coronavirus pandemic. (AP Photo/Eraldo Peres)
Bolsonaro argumenta que não é possível estender o pagamento do benefício para além de dezembro por trazer o risco de aumentar o endividamento do país. (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira que o auxílio emergencial será prorrogado até dezembro. Sem fixar um valor para as parcelas adicionais, ele afirmou que os repasses serão entre R$ 200 e R$ 600.

— Eu tenho conversado com a equipe econômica, o Paulo Guedes. Não dá para manter os R$ 600. Falam em R$ 200, é pouco também demais. E digo: R$ 600 é pouco para quem recebe, mas muito para quem paga. A ideia é entre R$ 200 e R$ 600 até o final do ano — disse Bolsonaro, durante a live semanal em redes sociais.

Segundo o presidente, não é possível estender o pagamento do benefício além disso, com o risco de que o país aumente o endividamento.

— Quando foi criado era para três meses. Passamos para cinco. Alguns querem para mais quatro. Impossível. Quebra o Brasil, perdemos a confiança. E nós temos que voltar ao trabalho — afirmou.

As declarações ocorrem após Bolsonaro desautorizar a proposta do ministro da Economia, Paulo Guedes, para o Renda Brasil, programa elaborado para substituir o auxílio emergencial e o Bolsa Família.

'Eu queria R$ 50 bi na mão do Tarcísio'

Nesta quinta, em um aceno ao ministro, o presidente afirmou que as propostas precisam considerar a responsabilidade fiscal.

— Alguns falam: esse dinheiro é nosso. Não, o dinheiro não é teu. É endividamento. Você vai pegar um dinheiro no banco emprestado, o dinheiro não é teu, você está se endividando. O Brasil está se endividando também — afirmou.

Na sequência, o presidente fez outro gesto, este em direção à ala do governo que quer ampliar gastos, ao afirmar que os R$ 50 bilhões mensais do auxílio emergencial poderiam ser usados pelo Ministério da Infraestrutura, comandado por Tarcísio de Freitas.

— Eu queria R$ 50 bilhões na mão do Tarcísio. Acho que num ano, praticamente resolveria os grandes problemas de infraestrutura no Brasil. O Orçamento do Tarcísio, esse ano que vai entrar agora, a previsão é de R$ 8 bilhões para infraestrutura.