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Autoridades de saúde dos EUA duvidam que cigarro eletrônico ajude a parar de fumar

(Arquivo) Manifestação contra a proibição parcial de cigarros eletrônicos em Nova York, em novembro de 2019

A mais alta autoridade de saúde dos Estados Unidos considerou em um relatório publicado nesta quinta-feira que não há evidências suficientes de que o cigarro eletrônico ajude a parar de fumar e se opôs a promover seu uso, bem como o uso de adesivos ou chicletes de nicotina.

A conclusão entra em conflito com o que o governo britânico, por exemplo, recomenda aos fumantes, no momento em que o cigarro eletrônico está sendo atacado nos EUA e em outros países devido à sua crescente popularidade entre os jovens e ao risco potencial de provocar alguma doença respiratória.

A Public Health England, agência de saúde britânica, recomenda explicitamente este cigarro para deixar de fumar com base em estudos com fumantes acompanhados por longos períodos de tempo.

"Os cigarros eletrônicos, um conjunto de produtos em constante mudança, são usados de várias maneiras. Portanto, é difícil generalizar sua eficácia com base em testes clínicos que utilizam um cigarro eletrônico específico", conclui o relatório assinado pelo "cirurgião geral" do país, Jerome Adams.

"No momento, não há evidências adequadas para concluir que o cigarro eletrônico, em geral, aumente o número de pessoas que param de fumar", continua o relatório.

O governo Donald Trump anunciou recentemente a proibição de alguns tipos de cigarros eletrônicos que estão atualmente no mercado, aqueles que recarregam ou fecham cartuchos e aromas que não sejam tabaco e mentol, usados principalmente pelos jovens.

A idade mínima para comprar produtos deste tipo de cigarro e de tabaco aumentará no outono (boreal), passando de 18 para 21 anos em todo o país.

De acordo com o estudo anual sobre jovens e o tabaco do governo dos EUA, 27,5% dos estudantes do ensino médio afirmaram ter utilizado o cigarro eletrônico nos últimos 30 dias de 2019, em comparação com 11,3% em 2016.