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Autoridades da Turquia buscam evitar expulsão de embaixadores

·3 min de leitura

(Bloomberg) -- O governo de Recep Tayyip Erdogan avalia opções para evitar designar formalmente embaixadores de 10 países como “persona non grata”, incluindo dos Estados Unidos e da Alemanha, depois que o presidente turco disse que eles já não são bem-vindos.

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Assessores do alto escalão informaram a presidência sobre as possíveis consequências para a economia turca e a lira e recomendaram que o governo não tome uma medida que de fato resulte na expulsão dos diplomatas, segundo autoridades com conhecimento direto do assunto.

A disputa se intensificou depois que embaixadores exigiram a libertação de um crítico do governo que está preso há quatro anos em um caso que se tornou um teste da independência do judiciário turco e do Estado de direito aos olhos de alguns governos estrangeiros.

Evitar uma designação formal evitaria deteriorar ainda mais os laços com os EUA e a Alemanha, o maior parceiro comercial da Turquia, informaram autoridades ao gabinete de Erdogan. Essas deliberações impediram até agora que o Ministério de Relações Exteriores fizesse um anúncio oficial sobre os embaixadores, disseram as autoridades, que falaram sob anonimato.

Mas horas antes de Erdogan liderar uma reunião de gabinete para avaliar o problema, não está claro se ele apenas enviará outro alerta aos embaixadores, sem que isso resulte em uma crise mais profunda. O presidente turco se reuniu com o aliado de coalizão Devlet Bahceli, líder do partido ultranacionalista MHP e forte defensor da retórica nacionalista de Erdogan, antes da reunião de ministros do governo.

A lira subiu com os sinais de que as autoridades turcas estão buscando uma maneira de acalmar as tensões. A moeda, que havia atingido novas mínimas em relação ao dólar na segunda-feira, reduziu as perdas de 2,5% e era negociada com queda de 0,8%, cotada a 9,6850 por dólar às 14h40 de Istambul. O índice Borsa Istanbul Banks, que chegou a cair 1,2%, mostrava pouca variação, e o rendimento dos títulos do governo de 10 anos reduziu o avanço para 9 pontos-base.

“O presidente Erdogan deve estar totalmente ciente de que expulsar 10 embaixadores provavelmente teria consequências negativas graves”, disse Piotr Matys, analista de câmbio sênior da InTouch Capital, em Londres. “Portanto, antes que essa opção nuclear seja potencialmente usada, o Ministério de Relações Exteriores turco pode emitir uma declaração cuidadosamente redigida que transformará a instrução de Erdogan para expulsar diplomatas ocidentais em um alerta de que a interferência em questões internas não será tolerada pela Turquia.”

No sábado, Erdogan disse que uma declaração conjunta de embaixadores exigindo que o empresário preso Osman Kavala fosse libertado era uma interferência direta nos assuntos nacionais e no judiciário.

“Dei as ordens necessárias e disse ao nosso Ministério de Relações Exteriores para cuidar rapidamente de declarar esses 10 embaixadores persona non grata”, disse em discurso pela TV.

A ausência de uma decisão formal deixou EUA, Alemanha, Dinamarca, Finlândia, França, Países Baixos, Suécia, Canadá, Noruega e Nova Zelândia no escuro sobre o destino de seus embaixadores em Ancara, capital da Turquia.

Uma autoridade dos EUA disse que o governo de Washington está ciente do discurso de Erdogan e busca esclarecimentos do Ministério de Relações Exteriores da Turquia.

A disputa coloca o governo turco em uma posição incômoda poucos dias antes da cúpula do G20 em Roma, onde Erdogan espera conversar com o presidente dos EUA, Joe Biden.

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