Mercado fechará em 6 h 52 min
  • BOVESPA

    119.920,61
    0,00 (0,00%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.934,91
    +535,11 (+1,11%)
     
  • PETROLEO CRU

    64,13
    -0,58 (-0,90%)
     
  • OURO

    1.838,70
    +23,00 (+1,27%)
     
  • BTC-USD

    57.341,07
    -224,59 (-0,39%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.491,39
    +19,97 (+1,36%)
     
  • S&P500

    4.201,62
    +34,03 (+0,82%)
     
  • DOW JONES

    34.548,53
    +318,19 (+0,93%)
     
  • FTSE

    7.108,35
    +32,18 (+0,45%)
     
  • HANG SENG

    28.610,65
    -26,81 (-0,09%)
     
  • NIKKEI

    29.357,82
    +26,45 (+0,09%)
     
  • NASDAQ

    13.756,25
    +158,50 (+1,17%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3438
    -0,0228 (-0,36%)
     

Autoridades do BCE esperam debate acalorado em reunião de junho

Carolynn Look
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Autoridades do Banco Central Europeu esperam um difícil debate na próxima reunião de política monetária em junho sobre se devem começar a desacelerar o programa de compra de títulos de emergência, de acordo pessoas a par das deliberações internas.

Embora a sessão do conselho do BCE esta semana tenha sido calma, sem nenhuma mudança na política monetária, as negociações em 10 de junho serão muito mais complicadas e podem ser acaloradas, disseram as autoridades, que pediram para não ser identificadas.

Alguns membros estão prontos para argumentar que o programa emergencial de compras deve começar a ser reduzido no terceiro trimestre, já que a economia deve apresentar forte recuperação do impacto da pandemia no segundo semestre. Isso manteria o tamanho total da compra de títulos dentro dos 1,85 trilhão de euros (US$ 2,2 trilhões) atualmente previstos.

Outros querem uma abordagem mais cautelosa que não comprometa o BCE a permanecer dentro desse montante, dando-lhe mais liberdade para responder a qualquer fragilidade econômica futura.

Um porta-voz do BCE não quis comentar.

A presidente do BCE, Christine Lagarde, disse na quinta-feira após a última decisão de política monetária que o assunto não foi discutido formalmente porque seria “prematuro”.

O banco central gastou até agora quase 1 trilhão de euros no programa da pandemia. Em março, decidiu acelerar o ritmo de compras “significativamente” para proteger a região dos custos globais mais elevados de financiamento, decorrentes da recuperação mais rápida dos Estados Unidos.

Desde então, as compras líquidas atingiram uma média de 17 bilhões de euros por semana, um número que provavelmente subestima o ritmo real devido ao feriado da Páscoa deste mês, em relação aos cerca de 14 bilhões de euros semanalmente no início do ano.

Na reunião de março, algumas autoridades defenderam um ritmo ainda mais rápido de compras, disseram autoridades. Na quinta-feira, o BCE informou que continuará comprando nos níveis atuais até o final deste trimestre.

Caso opte por manter esse ritmo também no próximo trimestre, as autoridades enfrentarão uma escolha difícil no final do ano. Podem reduzir as compras de forma bastante acentuada para garantir que o programa permaneça no tamanho atual, arriscando causar volatilidade no mercado, ou optar por estender e expandir o programa novamente.

Isso torna a reunião de junho importante, e os primeiros sinais de tensão ameaçam reativar antigas diferenças de opinião no conselho do BCE sobre quanto apoio monetário é apropriado para os 19 países da zona euro.

Nesta crise, países economicamente mais fortes, como Alemanha e França, se apoiaram na resiliência do setor manufatureiro para amortecer o choque da pandemia. Para nações mais dependentes de turismo e serviços, ainda não está claro quanta atividade poderá se recuperar neste ano.

O presidente do banco central holandês, Klaas Knot, argumentou recentemente que o BCE poderia iniciar uma redução gradual das compras de emergência no terceiro trimestre, caso as expectativas atuais para a recuperação forem confirmadas.

Questionada sobre essa proposta em coletiva de imprensa na quinta-feira, Lagarde disse que o BCE irá determinar o ritmo de compras em junho, quando tiver atualizado as projeções econômicas.

For more articles like this, please visit us at bloomberg.com

Subscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.

©2021 Bloomberg L.P.