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Autoridades do BCE alertam UE para não atrasar estímulo conjunto

Carolynn Look e Francine Lacqua
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Autoridades do Banco Central Europeu aumentam a pressão sobre governos da região para avançar o estímulo fiscal conjunto, usando uma linguagem mais forte para alertar sobre o caos econômico se os políticos forem muito lentos para agir.

O presidente do banco central da Itália, Ignazio Visco, chamou o fundo de recuperação da União Europeia de “crucial” em entrevista à Bloomberg TV, e Isabel Schnabel, que faz parte do conselho executivo do BCE, disse em outra ocasião que um longo atraso seria um “desastre”.

O vice-presidente do BCE, Luis De Guindos, disse que é “crucial que não haja atrasos desnecessários”. O presidente do banco central da Grécia, Yannis Stournaras, disse à Bloomberg TV que concorda “absolutamente” com Schnabel e que, com os atrasos, uma recuperação neste ano não seria possível.

A série de comentários sugere preocupações crescentes, duas semanas depois que o Tribunal Superior da Alemanha bloqueou temporariamente a ratificação do país para a emissão de 750 bilhões de euros (US$ 892 bilhões) em títulos pelo fundo. Todos os governos devem aprovar essa etapa antes que o fundo possa ser lançado.

A lentidão para aprovar planos de gastos até o final deste mês e começar a desembolsar recursos em meados do ano já é um risco. Enquanto os EUA avançam com o estímulo de US$ 1,9 trilhão, os rendimentos dos títulos globais estão subindo.

O BCE teve que acelerar a compra de títulos de emergência para evitar que os custos de financiamento da zona do euro aumentem muito rapidamente, enquanto o bloco permanece atolado em restrições relacionadas ao coronavírus por causa da lenta campanha de vacinação.

Stournaras rebateu as indicações nesta semana do presidente do banco central holandês, Klaas Knot, de que o BCE pode considerar reduzir a compra de títulos de emergência no terceiro trimestre.

Stournaras e Visco disseram que preferem estender o estímulo do que arriscar interrompê-lo muito cedo.

“Vemos a luz no fim do túnel, mas temos que encontrar uma maneira de acelerar a saída do túnel”, disse Visco, acrescentando que acelerar a vacinação também é “crucial”.

O desafio jurídico na Alemanha seria um desastre econômico para a Europa se o desembolso dos fundos for adiado “indefinidamente”, disse Schnabel em entrevista publicada na revista alemã Der Spiegel na sexta-feira. “Se esse for o caso, a Europa teria que pensar em soluções alternativas, mas isso pode levar algum tempo.”

Schnabel, responsável pelas operações de mercado do BCE, alertou que, com os preços das ações e dos imóveis relativamente altos, “os riscos de uma correção estão aumentando, principalmente se a recuperação econômica ficar aquém das expectativas”.

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