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Aumento no combustível faz aplicativos perderem motoristas

Redação Finanças
·3 minuto de leitura
Young male driver inside car with protective face mask
Young male driver inside car with protective face mask

Por Gabriel Andrade

O sexto aumento da gasolina, somente neste ano, tem pressionado não só os consumidores comuns, mas também quem depende do carro para trabalhar, como os motoristas que rodam por aplicativos. Se, em dezembro, o litro da gasolina nas refinarias custava, em média, R$ 1,84 e o diesel saía a R$ 2,02, agora não saem por menos de R$ 2,84 e R$ 2,86.

Para o consumidor final, estima-se que o preço médio da gasolina em todo país pode chegar a R$ 5,60 com a nova alta. Douglas Carvalho, que trabalha com as plataformas de transportes há mais de 5 anos, comentou que a situação está cada vez mais difícil.

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"Não só eu, como a maioria dos motoristas são totalmente dependentes das plataformas. Com a gasolina quase R$ 6 nos postos, a gente gasta quase 50% do que ganha somente com combustível", afirma.

A pandemia também tem feito o número de corridas cair drasticamente, o que pressiona ainda mais os trabalhadores. "As restrições fazem as corridas caírem e com esses reajustes os motoristas já não saem para as ruas, o motorista já desanima, fica em casa. Eu mesmo saía de manhã cedo e já não saio mais, não tenho mais horário. Os finais de semana já não são a mesma coisa. Tá tudo caro", explica.

Apesar da Petrobras afirmar que as variações do mercado internacional e do câmbio, que fazem os preços subirem, "têm influência limitada" no preço final que os consumidores encontram nos postos de combustíveis, em alguns estados, como no Piauí, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, já é possível encontrar postos vendendo gasolina por mais de R$ 6.

O motorista Bruno Cardoso se viu obrigado a entregar o carro que alugava para trabalhar. "Não tem como não perceber o aumento, a gente vê isso todos os dias. Eu tenho meu carro próprio, mas tinha um carro que aluguei para ficar rodando, porém entreguei porque não compensava com o preço do combustível. A tarifa do aplicativo tem tido baixas e o aumento do combustível foi tão grande que me fez realmente parar", explica.

Ele, que roda desde 2017, conta que o aumento do combustível impacta diretamente o motorista de app. "Quando comecei a rodar, em 2017, eu colocava o GNV a R$ 1,99, hoje o GNV está mais de R$ 3. O álcool colocava a R$ 2,5, hoje está R$ 4,15", elabora.

Tarifas dos apps

Outra reclamação dos motoristas são as tarifas dos aplicativos, consideradas por muitos como "leoninas", chegando a comprometer o pouco lucro que os trabalhadores conseguem com o serviço. Questionada sobre esse assunto, a plataforma 99 justifica dizendo que está aberta ao diálogo e prioriza a melhoria contínua dos ganhos dos motoristas parceiros.

"Empresa viabiliza parcerias e condições especiais nos preços dos combustíveis, manutenção de carros e aluguel com agências para reduzir os gastos dos parceiros. Um exemplo disso é o desconto de 5% em postos Shell. Estamos acompanhando de perto o movimento de alta dos combustíveis e abertos ao diálogo com motoristas e governo para construir uma solução que seja benéfica para todos", disse a plataforma em nota.

A plataforma Uber também foi procurada pela reportagem, porém, até o momento não retornou o contato.

Sucessivas altas

A Petrobras anunciou mais um aumento nos preços da gasolina e do diesel nas refinarias a partir da última terça-feira (9). A nova alta vem em meio aos trâmites para a substituição do presidente da petroleira, após intervenção do presidente Jair Bolsonaro.

Os aumentos nos combustíveis este ano irritaram o presidente Jair Bolsonaro, que indicou o general Joaquim Silva e Luna para substituir o atual presidente Roberto Castello Branco do comando da estatal. Castello Branco segue no cargo até o dia 20 de março, quando seu mandato termina.

A troca provocou desconfiança dos investidores, que rejeitam uma intervenção do presidente. A atitude gerou um forte abalo nas ações da companhia, que chegou a perder R$ 75 bilhões em valor de mercado em um só dia.