Aumento do custo de energia seria provisório, diz CPFL

Um possível aumento dos custos de energia por conta do maior uso de termelétricas não inviabilizará a redução das tarifas de energia elétrica anunciadas pelo governo, afirmou o diretor presidente da CPFL Energia, Wilson Ferreira Junior. "Se houver o aumento, virá para a conta quando?", questionou. "Então, não anula definitivamente a redução dos preços", disse, ao sair do Ministério da Fazenda, nesta terça-feira.

O executivo considerou que, para anular o efeito da diminuição do preço da tarifa, teria que existir a garantia de que não irá chover mais este ano e que apenas termelétricas seriam usadas para a geração de energia. Ferreira Junior acrescentou que quando os reservatórios voltarem a encher, as hidrelétricas voltarão a ser usadas automaticamente.

Ele salientou que o Brasil tem a vantagem da disponibilidade do uso de hidrelétricas, mas que depende de água, e que o custo das termelétricas é mais alto. "Se houver aumento do custo, será provisório", previu Ferreira Junior. A avaliação do executivo é de que há mais condições do governo operar o sistema hoje do que no passado. "Há mais confiabilidade. Temos que esperar a chuva", considerou, acrescentando que na noite passada choveu dez vezes mais no oeste do Paraná do que a média para o período.

Mercado de capitais

O presidente da CPFL evitou adiantar se o grupo fará captação externa no curto prazo. Tanto a CPFL quanto a Equatorial têm recursos em caixa, segundo Ferreira Junior, que disse que as companhias vão avaliar no futuro qual a melhor estrutura financeira para obter funding da operação de compra dos ativos do Grupo Rede. CPFL e Equatorial planejam concluir a operação antes dos prazos legais estabelecidos no processo de recuperação judicial, que é junho deste ano.

Há pouco as ações da compahia caíam 1,12% na Bovespa, e no mês de janeiro, -4,86%. Sobre a queda nos últimos dias, Ferreira Junior minimizou, salientando que "o mercado sobe e desce". "Não tenho como explicar essa queda a não ser o fato de que tem mais gente querendo vender do que comprar", afirmou.

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