Mercado fechado
  • BOVESPA

    108.893,32
    -1.682,15 (-1,52%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    41.778,87
    +104,57 (+0,25%)
     
  • PETROLEO CRU

    45,23
    -0,11 (-0,24%)
     
  • OURO

    1.780,70
    -0,20 (-0,01%)
     
  • BTC-USD

    19.612,72
    +95,46 (+0,49%)
     
  • CMC Crypto 200

    385,02
    +20,42 (+5,60%)
     
  • S&P500

    3.621,63
    -16,72 (-0,46%)
     
  • DOW JONES

    29.638,64
    -271,73 (-0,91%)
     
  • FTSE

    6.266,19
    -101,39 (-1,59%)
     
  • HANG SENG

    26.341,49
    -553,19 (-2,06%)
     
  • NIKKEI

    26.675,95
    +242,33 (+0,92%)
     
  • NASDAQ

    12.352,00
    +75,00 (+0,61%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3937
    +0,0325 (+0,51%)
     

Aumenta tensão entre Emirados Árabes Unidos e Opep+ sobre cotas

Anthony Di Paola e Javier Blas
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A tensão aumenta entre os Emirados Árabes Unidos e aliados na Opep+. Nos bastidores, autoridades questionam os benefícios de fazer parte da aliança dos produtores de petróleo e até avaliam se devem deixá-la.

Os Emirados Árabes Unidos não disseram publicamente que questionam sua participação, muito menos que planejam sair. E autoridades falaram com a mídia sob a condição de não serem identificadas, dando margem de manobra caso queiram se distanciar dos comentários posteriormente.

A postura é atípica, porque os Emirados Árabes Unidos - o maior produtor da Opep depois da Arábia Saudita e do Iraque - há muito tempo evitam confrontos públicos, preferindo resolver as disputas discretamente, a portas fechadas. Não está claro se o alerta tem como objetivo forçar uma negociação sobre os níveis de produção com os líderes da Opep+, a Arábia Saudita e a Rússia, ou se representa um debate político genuíno. Qualquer decisão de deixar a Opep necessitaria da aprovação de Mohammed bin Zayed, que de fato comanda os Emirados Árabes Unidos, e do príncipe herdeiro de Abu Dhabi.

A tensão entre o governo de Riad e Abu Dhabi cresceu nos últimos meses, quando os Emirados Árabes Unidos violaram sua cota na Opep+ e receberam uma séria advertência de seu vizinho. Autoridades dos Emirados parecem cada vez mais frustradas com o que consideram uma alocação injusta dos limites de produção e como a economia dos Emirados Árabes Unidos sofre com a receita decrescente do petróleo e com a pandemia de coronavírus.

O debate chega em um momento delicado para a Opep+, que recuperou os preços do petróleo com um acordo histórico para cortar a oferta e compensar o impacto da pandemia na demanda. Qualquer sinal de rachaduras na aliança - ainda mais de um produtor tão grande quanto os Emirados Árabes Unidos - minaria um mercado já frágil.

Próxima reunião

O grupo precisa decidir nas próximas duas semanas se vai seguir com o aumento da produção em janeiro conforme estipulado no acordo, ou adiá-lo. Até o momento, Riad e Moscou sinalizaram que estão preparados para adiar o aumento, pois o coronavírus continua a minar a demanda por energia.

A Energy Intelligence informou anteriormente que os Emirados Árabes Unidos avaliam os prós e os contras da adesão à Opep. Nenhum representante estava disponível para comentar no Ministério do Petróleo.

A produção diária dos Emirados Árabes Unidos é limitada a 2,59 milhões de barris até o final do ano. Após esse período, subiria para 2,74 milhões se a Opep+ decidir não adiar o aumento. O país bombeou 3,4 milhões de barris por dia em março, um recorde mensal, e tem capacidade para produzir cerca de 4 milhões por dia.

For more articles like this, please visit us at bloomberg.com

Subscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.

©2020 Bloomberg L.P.