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Aumenta o número de famílias pobres com a conta de luz atrasada

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Empobrecimento da população e encarecimento da conta de energia elétrica levam famílias de baixa renda a atrasarem os pagamento da conta de luz. (NELSON ALMEIDA / AFP/ Getty Images)
Empobrecimento da população e encarecimento da conta de energia elétrica levam famílias de baixa renda a atrasarem os pagamento da conta de luz. (NELSON ALMEIDA / AFP/ Getty Images)
  • Quatro em cada 10 famílias pobres atrasaram a conta de luz em pelo menos um mês de 2021;

  • Desde outubro do ano passado clientes podem ter o fornecimento de luz cortado;

  • As companhias locais definem a quantidade de meses para cortar a luz do consumidor.

Está difícil para os brasileiros pagar as contas básicas de casa. Se tornou um hábito recorrer a empréstimos para quitar os débitos comuns, por exemplo. Segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) 39,4% das famílias de baixa renda atrasam a conta de luz por pelo menos um mês em 2021.

Desde outubro do ano passado o corte de luz voltou a ser possível a consumidores inadimplentes. E o atraso de um mês já torna o corte do fornecimento de eletricidade executável, pois não há uma quantidade mínima ou máxima de parcelas em aberto para a suspensão do serviço.

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Pela regra da Aneel o cliente deve ser avisado com 15 dias de antecedência do corte do fornecimento de luz elétrica. Por conta da pandemia do novo corona vírus o corte de luz foi suspenso em meados de 2020 e até outubro de 2021. Em 2020 foram 391 mil suspensão do fornecimento de luz, enquanto em 2019 foram 1,3 milhão de corte.

O presidente da Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica), Marcos Madureira, afirma que as companhias de luz buscam maneiras para evitar o corte de energia elétrica aos clientes.

“O corte é o último instrumento. Não interessa manter o consumidor cortado, não faz sentido, mas tem de permanecer ativo na forma adequada”, explica Madureira.

O preço da energia elétrica está caro. Em 2021 a energia elétrica subiu 21,21% para o consumidor. O fator principal foi a falta de chuvas no ano passado. A seca reduziu os níveis das represas das hidrelétricas. Como saída as termoelétricas foram ligadas, o que tornou a produção de energia elétrica mais cara.

Segundo informações apuradas pela Abraceel (Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia), e publicados pelo Estadão/Brodcast, mostram a diferença de 137% entre os aumentos na conta de luz e a inflação no período que foi de 48%.

Com informações do jornal O Estado de São Paulo.