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Atuação de suposta milícia no Brás leva à queda de subprefeito em São Paulo

·4 minuto de leitura
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 14.06.2021 - O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). (Foto: Karime Xavier/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 14.06.2021 - O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). (Foto: Karime Xavier/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A atuação de uma suposta milícia formada por ex-policiais e policiais aposentados que exploram os camelôs de ruas do Brás (região central) levou à queda de um subprefeito da região. O cargo será assumido por um oficial da reserva da Polícia Militar.

A existência dessa suposta milícia que atua naquela região também envolveria funcionários públicos, segundo relatos de autoridades que apuram o caso. A ligação é reforçada por documentos obtidos pela reportagem, como recibos de camelôs explorados.

A troca do subprefeito ocorreu em um cenário de descontrole daquela região, aliada a atritos dele com a Polícia Militar que atua na área. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) citou, ao repercutir a decisão, de que a cidade precisa de ordem.

O esquema, conforme contam autoridades e comerciantes, funciona com a demarcação de espaços nas ruas por membros da milícia.

Esses locais passam a ser então comercializados pelo grupo. São cobradas tanto a instalação inicial quanto uma mensalidade para a permanência. Os pontos mais bem localizados têm valores mais altos.

Em um dos relatos obtidos pela Folha, o camelô explorado disse ter pago por volta de R$ 7.000 a título de luva, além de R$ 600 semanais pela ocupação do espaço e R$ 15 por uma iluminação extra feita por meio de "gatos", como são chamadas as ligações irregulares de energia elétrica.

O vereador Adilson Amadeu (DEM) já denunciou o caso ao Ministério Público, enviando diversos documentos com relatos da extorsão. Para ele, o controle daquela região foi perdido.

"Só há 119 termos de permissão de uso para camelôs, e há 30 mil trabalhando nas ruas. Tem alguma coisa errada. Se tem 150 food trucks e ninguém tem licença, como estão trabalhando? É complicado porque a gente percebe que perderam a mão", diz.

Em um dos relatos recebidos, um ambulante diz que todas as ruas têm pelo menos duas pessoas armadas que inibem que não pagar os valores. "Somos obrigados a pagar luva pelo lugar escolhido, semanalmente uma taxa de ocupação do espaço e pela luz (iluminação esta roubada das lojas e da Enel)", diz um dos relatos.

A atuação da suposta milícia vem sendo investigada pela Polícia Civil da região e também pela Corregedoria da instituição -já que a cúpula da segurança recebeu informações de que investigadores também atuam na exploração de camelôs, em especial de bolivianos.

O subprefeito da Mooca, José Rubens Domingues Filho, foi exonerado do cargo na manhã desta quinta-feira (16), segundo publicação no Diário Oficial da cidade. No lugar, será nomeado o coronel reformado da PM Danilo Antão Fernandes.

A saída do cargo foi decidida com o prefeito Ricardo Nunes (MDB) na noite desta quarta-feira (15), quando Domingues Filho negociou a nomeação para outro posto na administração municipal a ser anunciado nos próximos dias.

Na conversa, o agora ex-subprefeito citou ameaças que vem sofrendo diante das operações que visam tirar os ambulantes das ruas do Brás.

Diante do clima tenso, Nunes foi orientado a colocar um militar na subprefeitura. O coronel Antão atualmente é chefe de gabinete do coronel Alvaro Camilo na SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública).

Em entrevista à TV Globo sobre o assunto, Rubens afirmou que faria operações para combater as milícias, mas também citou a necessidade de maior apoio da polícia, o que não caiu bem na corporação. "A dificuldade é que o bairro é muito grande. A quantidade de agentes nem sempre é adequada, e a gente precisa de um volume maior de operações, não só de agentes públicos da prefeitura, mas também um apoio um pouco maior da Polícia Militar de São Paulo", afirmou à TV.

Nunes disse que se tratava de uma troca normal. "Natural numa cidade como São Paulo. Vez ou outra tem que ter substituições. Eu nomeei lá o coronel Antão, que tem uma grande experiência por sua carreira militar. Mas também por sua boa relação com a comunidade", disse Nunes sobre a saída do subprefeito.

"É preciso entender que tem que ter ordem. A cidade de São Paulo preza por isso. Que a gente não deixe que as pessoas possam fazer uso de vender o espaço público para inclusive ganhar em cima das pessoas que mais necessitam", acrescentou.

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