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'Atraso não altera produção, nem o programa de imunização', diz governo de São Paulo sobre CoronaVac

João de Mari
·3 minuto de leitura
Butantan Institute Director Dimas Covas, left, and Sao Paulo state Health Secretary Dr. Jean Gorinchteyn, give a press conference about the health regulator Anvisa's decision to halt clinical trials of the experimental coronavirus vaccine CoronaVac in Sao Paulo, Brazil, Tuesday, Nov. 10, 2020. The potential vaccine is being developed by Chinese biopharmaceutical firm Sinovac and in Brazil would be mostly produced by Sao Paulo’s state-run Butantan Institute. (AP Photo/Andre Penner)
O anúncio foi feito pelo diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, e pelo secretário de Saúde do estado, Jean Gorinchteyn (Foto: AP Photo/Andre Penner)

O governo de São Paulo pretendia divulgar os dados sobre a eficácia da vacina contra o coronavírus, a CoronaVac, nesta quarta-feira (23). Porém, após decisão contratual da farmacêutica chinesa SinoVac de atrasar a divulgação dos números, o resultado preciso da eficácia foi adiado para daqui 15 dias. Mesmo assim, o governo estadual garantiu que o “atraso não altera a produção, nem o programa de imunização”.

“O atrasso não altera a produção, nem o programa de imuniazção estadual. Continuamos com previsão [para vacinação] do dia 25 de janeiro. Mesmo que o prazo solicitado seja de 15 dias, há um compromisso de que no menor prazo possível teremos uma resposta para enviar à Anvisa”, declarou João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência da Covid-19 em São Paulo.

O adiamento da divulgação dos dados acontece após o Sinovac Biotech pedir o envio da base de dados do Butantan para unificar e equalizar os dados com os ensaios realizados em outros países que testam o imunizante para evitar a divulgação de índices diferentes.

Durante coletiva de imprensa nesta quarta (23), o governo de estado afirmou que a CoronaVac, vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, atingiu o “limiar de eficácia” necessária na terceira e última fase de testes clínicos, o último passo necessário para o pedido de aprovação na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ou seja, a vacina é eficaz contra a Covid-19.

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O plano do governo estadual é que a vacinação comece no dia 25 de janeiro, caso o órgão federal autorize seu uso. Outros dois imunizantes, produzidos pela Pfizer e pela Moderna, tiveram eficiência superior a 90%.

O anúncio foi feito pelo diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, e pelo secretário de Saúde do estado, Jean Gorinchteyn.

“Hoje temos certeza que com os resultados que temos da Fase 3 a vacina atenderá os requistos de eficacia, quando o resultado for enviado à Anvisa. Agora é prazo. Quando solicitarmos o registro para uso emergencial e o deifinitivo, estaremos com prazo suficiente enquanto a Anvisa também terá tempo para fazer a análise para o registro definitivo”, disse Gabbardo.

CoronaVac é eficaz contra a Covid-19

Dados do governo mostram que o imunizante tem eficácia superior a 50%, mínimo exigido para a aprovação de uma vacina, e o pedido de registro à Anvisa será feito.

Os resultados serão utilizados em um pedido de registro da vacina para a NMPA (Associação Nacional de Produtos Médicos), da China. De acordo com a legislação aprovada em fevereiro por causa da Covid-19, se um fármaco for aprovado em EUA, Europa, Japão ou China, a Anvisa tem três dias para avaliá-lo. Em caso de estouro do prazo sem justificativa teórica, o fármaco é autorizado a ser utilizado no Brasil.

De acordo com dados das duas primeiras fases de testes, conduzidos na China e publicados na revista científica Lancet, a vacina tem capacidade de produzir resposta imune em 97% dos casos. Os testes foram feitos em abril e maio com 744 voluntários saudáveis de 18 a 59 anos e sem histórico de infecção pelo novo coronavírus.