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Atrasar segunda dose agora é estratégia de países sem vacinas

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Diante da oferta limitada de vacinas e populações ansiosas esperando a vez, mais países recorrem a uma estratégia inicialmente polêmica que agora é justificada por estudos científicos: dobrar ou triplicar os intervalos entre a primeira e a segunda dose de um imunizante contra a Covid-19.

O atraso para a aplicação da segunda dose não apenas permite que o suprimento existente de vacinas seja mais amplamente distribuído, mas também aumenta o poder de proteção ao dar ao sistema imunológico mais tempo para responder à primeira inoculação. Os níveis de anticorpos produzidos para combater o coronavírus são entre 20% e 300% maiores quando a segunda dose é aplicada em um prazo mais longo, segundo novas pesquisas.

É uma boa notícia para lugares como Singapura, que enfrenta um raro, embora pequeno aumento de casos depois que medidas rigorosas de mitigação controlaram a propagação do coronavírus no ano passado. A cidade-estado passou a ampliar os intervalos das doses - anteriormente de três a quatro semanas - para seis a oito semanas, a fim de atingir a meta de imunizar toda a a população adulta com pelo menos uma dose até o fim de agosto. A Índia, que enfrenta uma crise sanitária, recomenda intervalo de 12 a 16 semanas entre as doses.

Outros países em situação semelhante - com poucas doses de vacina e populações impacientes - provavelmente seguirão o exemplo.

“Se eu pudesse, pressionaria um botão que diz: ‘agora, neste segundo, damos uma dose a todos que pudermos alcançar’”, disse Gregory Poland, virologista e diretor do Grupo de Pesquisa de Vacinas da Mayo Clinic. “Vamos dar a segunda dose mais tarde.”

“No meio de um mundo em chamas, você apaga o máximo de incêndios que puder, o mais rápido que puder”, disse Poland.

As evidências sobre intervalos de dosagem mais longos não estavam disponíveis quando as vacinas começaram a ser distribuídas no fim de 2020. Então, os países limitaram o uso às pessoas de maior risco e garantiram a segunda dose para esses grupos. O Reino Unido foi o primeiro a abandonar essas restrições em meio ao grande surto no fim de 2020 - uma medida inicialmente criticada, mas que agora se mostrou presciente.

Mais potente

Pesquisas sugerem que a primeira dose prepara o sistema imunológico, permitindo que comece a produzir anticorpos contra o vírus. Quanto mais tempo a resposta amadurecer, melhor será a reação à segunda dose de reforço semanas ou meses depois.

Os benefícios de intervalos de dosagem mais longos estão sendo observados em todos os tipos de vacinas.

Pessoas com mais de 80 anos que receberam a vacina de mRNA da Pfizer e BioNTech tiveram uma resposta de anticorpos 3,5 vezes maior se a segunda dose fosse aplicada após três meses, em vez de três semanas. Outros estudos concluíram que atrasar a dose final entre 9 e 15 semanas evitou mais hospitalizações, infecções e mortes, enquanto uma pesquisa no Canadá sugeriu que o maior benefício ocorreu com um atraso de seis meses.

Há desvantagens. Com o tempo adicional entre as doses, os países levarão mais tempo para proteger as populações. Embora uma dose ofereça algum nível de benefício, as pessoas não são consideradas totalmente imunizadas até várias semanas após a segunda dose.

O intervalo é particularmente perigoso com o uso de vacinas menos potentes ou mais variantes do vírus circulando.

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©2021 Bloomberg L.P.