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Ato virtual em defesa da democracia reúne políticos e personalidades

Agência O Globo

O ato foi organizado pelo grupo Direitos Já, que se inspira nas Diretas Já Um ato virtual em defesa da democracia reuniu nesta sexta-feira políticos como Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Fernando Haddad (PT). Personalidades como o apresentador Luciano Huck, o arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, e os governadores Flávio Dino (PCdoB), do Maranhão; Camilo Santana (PT), do Ceará, e Eduardo Leite (PSDB), do Rio Grande do Sul, também confirmaram presença no evento, que marca oposição ao presidente Jair Bolsonaro.

O ato foi organizado pelo grupo Direitos Já, que se inspira nas Diretas Já, movimento que reivindicou eleições e democracia durante o período final da ditadura militar.

“Acho que o momento é de união em torno da democracia e da Constituição. Eu sou velho, eu já assisti a muita coisa. Vi o Getúlio, vi o Jânio, vi o Jango e vi o momento das Diretas Já. Agora mesmo me perguntaram se o momento é igual. Não é. Cada um tem suas especificidades, é diferente. Mas é importante começar. Estou disposto a dar a mão para todos aqueles que queiram abraçar a causa da liberdade e da democracia”, disse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Para o ex-prefeito Fernando Haddad, "tudo está em risco no momento em que o presidente da República, que deveria unir o país em torno de um projeto, comete um crimes de responsabilidade semanalmente".

“Esse senhor que ocupa a presidência da República, ele ofende a saúde pública, ofende as instituições democráticas de uma forma tal que está completamente tipificado (sic) como crime de responsabilidade, previsto na Constituição (...).” Durante sua fala, Haddad também defendeu o afastamento de Jair Bolsonaro e a recuperação dos direitos políticos do ex-presidente Lula, que, assim como outros quadros do PT, como a deputada federal e presidente da sigla, Gleisi Hoffmann, rejeitaram o convite.

O ex-governador Ciro Gomes também participou do ato: “Agora é hora de celebrarmos o imenso e generoso consenso que as urgências do nosso povo nos pedem: proteger vidas, contra o obscurantismo. As projeções são (...) de que o Brasil pode chegar a 160 mil mortes (por covid-19) se não enfrentarmos a tarefa de inverter a lógica irresponsável e genocida com que se administra essa pandemia no Brasil”, disse o pedetista.

Também confirmaram presença no ato Guilherme Boulos (Psol), Manuela D'Ávila (PCdoB), Marcelo Freixo (Psol), Alessandro Molon (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB), Tasso Jereissati (PSDB), os jornalistas Fernando Gabeira e Juca Kfouri, a filósofa Djamila Ribeiro, o médico Dráuzio Varella e a economista Monica de Bolle, além de artistas como Zélia Duncan, Petra Costa e Gilberto Gil.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, e a ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), também confirmaram presença. Os ex-presidentes José Sarney e Michel Temer retiraram o nome da lista de confirmados, em razão do forte caráter de oposição que o evento teria ganhado. Temer chegou a gravar para as redes sociais um vídeo para anunciar sua presença, mas depois o apagou. Outro que desistiu de participar do ato foi o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli.