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Ato em SP contra Bolsonaro foi 30 vezes maior que manifestação bolsonarista, diz governo

Manifestantes contra o governo Bolsonaro se reuniram no Largo da Batata, em São Paulo. (Foto: Marcello Zambrana/Anadolu Agency via Getty Images)

O ato contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) realizado no Largo da Batata, em São Paulo, reuniu 30 vezes mais manifestantes do que a passeata pró-governo, feita na Avenida Paulista, ambos no domingo (7).

As estimativas de público foram passadas na tarde desta segunda-feira (8), pela Secretaria de Segurança Pública do governo João Doria (PSDB), em coletiva de imprensa. No Palácio dos Bandeirantes, Doria também comentou os atos de vandalismo e excessos cometidos pela PM (Polícia Militar) durante a repressão aos protestos.

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“Foi destinado a Avenida Paulista aos manifestantes favoráveis ao governo, e decidiu-se pelo Largo da Batata para os atos contra o governo. (...) Reuniram-se praticamente perto de 100 pessoas na Avenida Paulista, e próximo a 3 mil pessoas no Largo da Batata”, afirmou coronel Álvaro Camilo, secretário-executivo da Segurança Pública do Estado.

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Na avaliação do número 2 da pasta, as duas manifestações ocorreram pacificamente durante a maior parte do domingo. Álvaro Camilo destacou, no entanto, que um pequeno grupo, classificado por ele como “vândalos”, depredou patrimônios públicos e privados e foi repreendido pela PM.

“A PM autorizou os manifestantes a se deslocarem até a Rua Fradique Coutinho, onde cerca de 1 mil foram. A partir daí, um grupo, que eu não considero mais como manifestantes, são vândalos, tentou subir para a região da Avenida Paulista para provocar vandalismo. Começaram pelo banco Bradesco, na Rua dos Pinheiros, e tentaram danificar patrimônio. Enfrentaram a polícia, quebraram patrimônio, jogaram caçambas na rua, quebraram a vidraça do banco Itaú, e a polícia usou a força necessária”

Ao todo, 22 pessoas foram detidas pela polícia paulista no domingo.

Dezessete delas carregavam materiais que foram proibidos pela Justiça de São Paulo nos locais dos atos, como coquetéis molotov, soco-inglês, estilingues e pedaços de madeira. Outras 15 foram presas na dispersão da manifestação da Fradique Coutinho, e conduzidas ao 15º DP (Distrito Policial).

DORIA DIZ QUE CORREGEDORIA SERÁ ACIONADA

O governador afirmou, no começo da coletiva, que o estado não “endossa” repressões violentas por parte da PM aos manifestantes, e que a Corregedoria do órgão está analisando possíveis punições aos responsáveis. No domingo, circularam vídeos nas redes sociais de policiais militares agredindo manifestantes na dispersão do ato na Fradique Coutinho.

"São Paulo não tem compromisso com o erro e não endossa nenhuma atitude de violência da sua polícia, seja Civil, seja Militar. Algumas imagens que circularam hoje de manha pelas redes sociais de policiais da PM de São Paulo estão sendo analisadas pela Corregedoria da Polícia Militar e a orientação dada pelo governador é que se houve erro que os que erraram sejam punidos”, afirmou.

Doria ressaltou, no entanto, que atos de violência “contra pessoas e patrimônios” serão repreendidos pela PM nas futuras manifestações.

“Não aceitamos vandalismo, novas medidas serão adotadas pela PM para futuras manifestações para que fiquem claramente separados vândalos de manifestantes. Os manifestantes, sejam pró ou contra o governo Bolsonaro, são aceitos, mas vândalos, sejam de um lado ou de outro, não serão permitidos. E a força e determinação da lei serão aplicados para evitar atos de violência contra pessoas ou patrimônios público e privados” , completou o governador.