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Atlético-MG cria projeto para ter uma das bases mais fortes do país

Revelado na base, Marquinhos fez um dos gols da vitória do Galo contra o Goiás (Alessandra Torres/AGIF)

A vitória em cima do Goiás por 2 a 0, na última quarta-feira, foi o primeiro fruto colhido pelo Atlético-MG com sua categoria de base. E a expectativa é de que seja o início de uma série de grandes notícias com as fileiras inferiores. O projeto, desenvolvido pelo diretor-executivo de futebol, Rui Costa, visa fazer do Galo o dono de uma das bases mais fortes do país.

Para isso, o Atlético investiu em profissionais com experiência na área e em alguns dos melhores atletas amadores. “Trouxemos o Júnior Chávare para atuar como diretor-executivo da base e o James Freitas, que é auxiliar técnico do clube, ficou imerso na base por dois meses”, explica Rui Costa.

Uma das missões de James foi catalogar os atletas em categorias: G1, G2, G3... O primeiro grupo é formado por aqueles mais próximos da promoção no time principal, de três a seis meses. “Já começaremos a temporada de 2020 com três garotos que hoje estão nesse grupo de transição”, acrescenta o executivo.

A intenção dos atleticanos é contar com um elenco principal de no máximo 28 jogadores, que vão se somar a outros 11 do grupo de transição. “Teremos no futuro um time jovem, repleto de atletas formados em casa. E esse grupo ainda permite que aqueles jogadores com maturação tardia fiquem e explodam no clube.”

Nos últimos meses, o Atlético contratou 21 jogadores para a base. Também mudou toda a equipe de captação, investindo em observadores que tentem descobrir joias pelo Brasil.

Autor do primeiro gol na vitória contra o Goiás, na quarta, o meia Marquinhos, de 20 anos, é um dos atletas revelados na base. Bruninho, que fez o segundo gol, também surgiu na base. Outras promessas são Bruno Silva, Bruno Michel e Isaque.