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Atleta de projeto social em Niterói é campeão mundial de jiu-jítsu em Abu Dhabi

·2 min de leitura

RIO — O maior sonho do lutador de jiu-jítsu mirim João Cleber, morador do Barreto e aluno do 8º ano na Escola Municipal Altivo César, é se tornar um atleta profissional. Embora ainda haja um caminho a trilhar até atingir esse patamar, o jovem já está alçando voos altos. Este mês, ele foi campeão mundial da modalidade em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, na categoria 12/13 anos. Oriundo de um projeto social que oferece aulas gratuitas para estudantes da rede pública, o Árvore de Bons Frutos (ABF), ele espera servir de inspiração para outros adolescentes.

— Fiquei muito feliz com esse título. Representar o Brasil num campeonato internacional foi a realização de um sonho. Significa muito para mim poder mostrar para outros jovens como eu que é possível chegar lá quando acreditamos e temos oportunidades. Tive uma rotina de preparação intensa para essa competição, dedicando quatro horas por dia aos treinos — afirma João, que tem 13 anos.

Filho do mestre Cleber Borges, fundador do projeto, João foi apresentado ao jiu-jítsu pelo pai aos 6 anos. Aos 7, já participou da primeira competição. Mas a modalidade não conquistou seu coração logo de cara. Foi apenas há cerca de dois anos que ele viu despertar a paixão pela arte marcial e começou a querer competir. Conta que, atualmente, está há 13 lutas sem perder:

— Uma das maiores dificuldades era pagar as inscrições de campeonatos. Nem sempre minha família tinha dinheiro, e eu já precisei deixar de competir por isso.

No início deste ano, o ABF criou a campanha “Apadrinhe um atleta”, para atrair interessados em custear inscrições de competidores do projeto. É dessa forma que, desde então, cerca de 30 atletas do programa, incluindo João, têm sido beneficiados. A passagem e a hospedagem do atleta em Abu Dhabi foram financiadas pela Neltur; e a inscrição, paga pelo subsecretário de Educação, Thiago Risso. Para bancar alimentação e testes de Covid-19, a família vendeu rifas.

O ABF, que atende 300 alunos em comunidades de Niterói e do Rio de Janeiro com professores voluntários, está precisando de apoio. Alguns núcleos estão sem treinadores, e o projeto gostaria de poder contratar esses profissionais. Quem quiser ajudar pode entrar em contato pelo telefone (21) 98209-8282.

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