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Atleta mirim de skate se afasta das pistas para tratar leucemia

·5 minuto de leitura

RIO — O skatista Eiki Leiva Martello tem apenas 8 anos, mas já assoma como promessa olímpica do esporte. Amante da modalidade desde bebê, ele começou a se aventurar sobre as quatro rodinhas ainda antes de conseguir dar os primeiros passos no chão. O pai, Fábio Henrique Martello, que também é skatista, nesta época já o levava para sentir o clima das rampas. Após receber o diagnóstico de leucemia, este ano, o atleta pequeno no tamanho, mas gigante no talento precisará ficar afastado das pistas por, pelo menos, dois anos para fazer o tratamento. A família está fazendo uma campanha para arrecadar fundos e dar o melhor suporte possível para o menino.

— Depois que ele nasceu, meu marido, que estava afastado há muito tempo do esporte, voltou para as pistas. Desde muito cedo, percebemos a felicidade do Eiki ao andar de skate e passamos a incentivá-lo. Tudo de uma forma leve e que seja a mais divertida possível para ele. O primeiro campeonato dele foi com 2 anos de idade, em São Paulo. Nós o levamos como uma brincadeira, para que conhecesse outras crianças. A partir de então, ele criou um gosto por campeonatos e já tem mais de 40 no currículo, sempre ficando no pódio e se destacando muito — conta a mãe, Jéssica Leiva Martello.

A família, que é de São Carlos, no interior de São Paulo, mora no Rio há dois anos, e veio para a cidade a fim de que Eiki e seus irmãos — Kevin, de 7 anos, e Kemily, de 5 — pudessem evoluir na modalidade, praticando em pistas melhores do que as de sua cidade natal. Os três ganharam bolsa integral numa escola privada por conta do esporte. Com a certeza de que deseja ser um atleta profissional, o primogênito, descrito pela família como um menino inteligente, alegre e brincalhão, passou a treinar todos os dias, principalmente na Praça do Ó, no Jardim Oceânico, onde fica sua pista preferida. Até que, no dia 28 de fevereiro deste ano, veio a descoberta da doença.

— O Eiki já vinha apresentando alguns sinais: antes ele tinha muita energia, mas começou a ter muito cansaço. Depois, passou a se queixar de calafrio sempre que andava de skate; sentia frio e calor ao mesmo tempo. Em seguida, começou a sentir febre sem parar e ficou amarelado. Levamos a uma amiga pediatra, que passou os exames que diagnosticaram o câncer. No dia 4 de março, já iniciamos o tratamento, no Hospital da Criança, em Vila Valqueire — explica Jéssica.

A notícia mudou o dia a dia de toda a família. A rotina voltada à prática de esportes deu lugar às idas ao hospital, pelo menos, quatro vezes por semana. Já Kevin e Kemily tiveram que ficar um período sem frequentar a escola, para não colocar o irmão, com baixa imunidade em consequência da quimioterapia, em risco. Às vezes, Eiki precisa ficar internado. Neste caso, a mãe o acompanha, e o pai fica com os outros filhos.

— Tem vezes em que ele fica internado uma semana direto; tem épocas em que precisa ir todo dia ao hospital. Diminuímos a intensidade de tudo, incluindo trabalho, para lidar com a sua recuperação. Ele tem muitos altos e baixos no tratamento, mas está respondendo superbem. O prognóstico da doença é de baixo a médio risco, o que é um ponto positivo em todo o processo. Queremos proporcionar para ele uma recuperação 100% — diz a mãe.

Em busca de ajuda para financiar despesas extras

É com o propósito de ajudar na recuperação integral de Eiki que a família começou uma campanha para arrecadar recursos e superar os desafios que surgem para arcar com as despesas complementares surgidas com a doença. A família gravou um vídeo, em que conta a sua história, do qual Eiki é o narrador.

— O tratamento é feito pelo SUS, que também fornece os medicamentos. Mas, como a quimioterapia é agressiva e os remédios podem ter efeitos colaterais, buscamos que tenha um acompanhamento fora do hospital, com nutricionistas e psicólogos, por exemplo — explica Jéssica.

No momento, Eiki não pode frequentar a escola, mas continua estudando no formato on-line. Como o tratamento é diário, sua participação nas aulas não é regular. Ele cumpre as tarefas se estiver bem. E está proibido de fazer atividades físicas que possam provocar queda, devido à frágil imunidade. A orientação dos médicos é que ele faça exercícios de menor impacto, como ioga e treino funcional, para fortalecer o corpo, assim como atividades que o deixem feliz.

— O que me deixa alegre é jogar videogame e aprender coisas novas. Estou aprendendo a tocar violão com um amigo que conheci na igreja e fazendo aulas de inglês pela televisão. Também já sei mexer no fogão e estou aprendendo a fazer algumas coisas, como fritar ovo, mas minha mãe é que acende o fogo para mim — conta o atleta mirim.

Ele resume sua história com simplicidade:

— Meu pai também andava de skate quando era criança, só não era tão bom quanto eu. Ele me empurrava no skate desde que eu tinha 6 meses, e eu ficava muito feliz. Com 1 ano, já conseguia me equilibrar. Não tinha medo de cair: sempre tive coragem, porque, se a gente cai, levanta de novo, não precisa ficar chorando. Hoje, minha família, as orações e as mensagens positivas me dão ainda mais força.

As palavras revelam uma maturidade que vem sendo conquistada ao longo do processo. Segundo sua mãe, ela é fruto de conversas sempre verdadeiras com o filho:

— Sempre falamos que era algo sério, com tratamento longo, que ele não ia poder andar de skate. No começo, foi mais difícil. Ele questionou muito por que isso estava acontecendo com ele, mas não sabíamos responder. Nós nos apegamos bastante a Deus. Agora está mais tranquilo. o Eiki entende mais a situação, sabe que no hospital precisa tirar sangue e nem chora mais para fazer isso.

Os interessados em contribuir com a campanha podem entrar em contato pelo perfil do Instagram @eiki_martello. Ou fazer uma transferência para o Pix 50482113839 (CPF) ou para a conta-poupança 1002704-7 da agência 3124 do Bradesco.

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