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Gangorra: Atlético Mineiro 4 x 0 Flamengo

Mauro Beting
·4 minuto de leitura
Keno! FOTO Pedro Vilela/Getty Images
Keno! FOTO Pedro Vilela/Getty Images

Com um minuto, Everton Ribeiro parecia o mesmo que dominava o Mineirão nos ótimos tempos celestes, quase abrindo o placar. Com 2 minutos do clássico de maior rivalidade interestadual no Brasil há 40 anos, Gustavo Henrique fez contra depois de jogada bem executada e bolada por Sampaoli: bola espetada nas costas de Filipe Luís para Savarino cruzar e o raro caso de ótimo zagueiro em pavorosa fase desde que chegou ao Flamengo marcar contra.

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Mais 5 minutos e Keno, com a categoria usual na chapada, tirou de Hugo Souza a bola que ninguém da dormente zaga de Isla quis retomar. 2 a 0.

Aos 15, o Flamengo no 4-1-4-1 com Arão entre as linhas, Tiago Maia e Gérson discretos pelo meio, tinha 72% da bola. Mais duas bolas nas próprias redes, e só não teve mais uma de Sasha pela ótima interveção de Hugo Souza.

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O Galo invertia com facilidade os lances de um lado a outro ou espetava as pelotas como Everson desde a saída que atraía a marcação alta rubro-negra. Mas mais uma vez espaçada e desatenta. Todos os tiros de meta mineiros rapidamente eram lançados à direita. Quase sempre com sucesso. Também por muitos dos duelos serem vencidos pelos atentos e famintos atleticanos contra os (aparentemente) blasés e desfocados flamenguistas. Mas não era apenas essa questão simplista e reducionista de “garra” e “atitude”. Tinha mais. Sem Jair, com Igor Rabello como zagueiro pela direita, Guga virou ala mesmo (com Arana do outro lado), em um 3-4-3 mais “básico”, com Guga por vezes construindo por dentro. E destruindo uma marcação muito distante e desatenta.

Tecnicamente nada rolava para o Flamengo como brilhava em 2019 e começo de 2020. Se Pedro ainda é a diferença à frente (só não fez belo gol de cabeça a 1 do segundo tempo pela defesaça de Everson), Bruno Henrique (entre outros) não consegue ser o mesmo; no rebote desse lance, explodiu a bola no travessão que, no ano passado, ela teria batido nele e entrado.

Tudo que dava mais do que certo agora parece fadado ao erro. Como o próprio Gustavo Henrique que precisa mesmo ser poupado para evitar o desgaste que só não é maior pela ausência de torcida no estádio. Fossem tempos nornais, a magnética tiraria a alma dele por tantos erros acumulados de um zagueiro de tantos acertos até 2020.

Na segunda etapa, Dome recomeçou com boa sacada, invertendo os lados de Gérson e Thiago Maia, deixando este para dar o pé canhoto a Filipe Luís na contenção ao lado direito alvinegro. Sampaoli respondeu com o Atlético com o bloco defensivo ainda mais baixo, com os alas recuados na linha de cinco defensiva, Savarino e Keno alinhados com Alan Franco e Allan como os quatro da intermediária, e Sasha mais à frente. Como esteve aos 13, para de peixinho se antecipar a Gustavo Henrique e mandar entre as pernas de Hugo Souza, no belo passe de Arana.

Aos 18, Pedro de novo subiu sozinho, muito bem, e só não fez o gol por Everson ter repetido a grande defesa anterior. Não era o dia do Flamengo - por ter sido muito do Galo, que na segunda jogara mal contra o Palmeiras... Também por ter sido dia do Verdão de Cebola.

É a gangorra de um Brasileirão mais aberto do que antes. Com jogos muito melhores do que antes.

Dome ainda tentou com Gabriel Barbosa no lugar de Pedro, aos 32 (quando poderiam ser os dois juntos e mais Bruno Henrique). Não sacando Everton Ribeiro que estava por dentro desde a entrada improdutiva de Michael aos 21... Empilhando atacantes em um time com pouca pilha. Tudo que Dome fazia, e não parecia muito, não rolava. Mas não apenas por responsa dele. Muito pela intensidade e erros técnicos da ótima turma que em campo está parecendo outra.

Diferente do Galo desse domingo mágico: aos 36 redondos, Sampaoli colocou Zaracho no lugar de Guga. Aos 36min40s o jogo reiniciou. Aos 36min57s Zaracho só tocou na saída de Hugo Souza, às costas de Natan, e mais uma vez à frente de Gustavo Henrique.

4 a 0!

Em 17 segundos de bola rolando, Zaracho ampliou.

O Flamengo que tudo acertava tem a segunda pior defesa do BR-20.

Já não sei mais se é meu favorito para tudo errando tanto atrás e nem sempre acertando tudo à frente.

O Galo segue firme e forte nessa busca por título no torneio que resta em 2020.

E ainda poderia ter ampliado aos 49, fosse marcado o pênalti claro de Natan.

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