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Atlético-MG encontra rival amargo na Libertadores, mas comando de Cuca é diferencial importante

Lucas Humberto
·2 minuto de leitura

O cartão de visitas do Galo na temporada 2021 é promissor. A liderança isolada no Campeonato Mineiro e os números de Nacho Fernández deixaram os torcedores do Atlético-MG com boas expectativas na Libertadores, Copa do Brasil e Brasileirão. Pensando no torneio continental mais comentado deste final de semana, os comandados de Cuca caíram num grupo relativamente fácil, mas o retrospecto passado torna necessário todo cuidado possível.

Além do clube da capital mineira, Cerro Porteño (Paraguai), América de Cali (Colômbia) e Deportivo La Guaira (Venezuela) fecham o Grupo H. Dos presentes adversário, dois são velhos conhecidos e é justamente aí que mora o problema.

O Atlético-MG já enfrentou o Cerro Porteño seis vezes na história e venceu apenas uma partida. O revés mais recente aconteceu em 2019, quando o time paraguaio aplicou 4 a 1 e despachou os brasileiros de volta para casa. Embora as circunstâncias sejam diferentes, o rival sul-americano está novamente consistente na temporada e conta com bons nomes no elenco, incluindo Boselli, ex-Corinthians, Jean, ex-Atlético-GO e Mateus Gonçalves, ex-Ceará e Fluminense.

Nacho Fernández teve início impressionante no Galo. | Pool/Getty Images
Nacho Fernández teve início impressionante no Galo. | Pool/Getty Images

Apesar do Atlético-MG ter enfrentando o América de Cali anteriormente na história, este é o primeiro duelo dos clubes no século. Deportivo La Guaira, fundado em 2008, é rival inédito e 'azarão' no Grupo.

Assim, o clube mineiro conseguiu fugir dos temidos argentinos e, embora reencontre um rival histórico do outro lado, não deverá ter muitas dificuldades nesta fase. Novamente, a chegada de reforços de alto nível no Galo alavanca o status da equipe na temporada. Ano passado, Sampaoli não conseguiu lidar com esta ideia e acabou perdido no comando de um plantel que poderia ter ido mais longe.

Cuca, por outro lado, conhece os caminhos da Libertadores como pouquíssimos. Além de já ter vencido o torneio pelo próprio Atlético-MG, chegou à final ainda este ano com um elenco bem menos experiente. É cedo demais para cravar qualquer favoritismo no torneio, mas a comissão técnica terá a faca e o queijo na mão, além de uma dose generosa de nachos nesta fase de grupos.