Mercado fechará em 5 h 55 min
  • BOVESPA

    106.373,87
    0,00 (0,00%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    53.973,27
    +228,35 (+0,42%)
     
  • PETROLEO CRU

    84,90
    +1,08 (+1,29%)
     
  • OURO

    1.815,50
    -1,00 (-0,06%)
     
  • BTC-USD

    41.822,02
    -790,69 (-1,86%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.001,36
    -24,37 (-2,38%)
     
  • S&P500

    4.662,85
    +3,82 (+0,08%)
     
  • DOW JONES

    35.911,81
    -201,79 (-0,56%)
     
  • FTSE

    7.572,07
    -39,16 (-0,51%)
     
  • HANG SENG

    24.112,78
    -105,25 (-0,43%)
     
  • NIKKEI

    28.257,25
    -76,27 (-0,27%)
     
  • NASDAQ

    15.369,00
    -226,75 (-1,45%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,2942
    +0,0004 (+0,01%)
     

Atlântico Norte registra aumento na atividade de furacões nos últimos 150 anos

·2 min de leitura

Modelos climáticos confirmaram o aumento na atividade de furacões no Atlântico Norte nos últimos 150 anos — algo que os registros históricos já apontavam. A pesquisa, conduzida pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), reconstruiu o passado recente das tempestades tropicais a partir de simulações para preencher o vazio das observações oficiais neste período.

O professor de ciências atmosféricas do MIT, Kerry Emanuel, também autor do estudo, explicou que, devido à grande incerteza dos registros históricos que datam do século XIX, não era possível confirmar o comportamento das tempestades tropicais nos últimos 150 anos.

Furacões são alimentados pelo calor da superfície do oceano na faixa tropical do planeta (Imagem: Reprodução/NASA)
Furacões são alimentados pelo calor da superfície do oceano na faixa tropical do planeta (Imagem: Reprodução/NASA)

Por isso, a modelagem permitiu traçar parâmetros mais confiáveis baseados em dados atmosféricos reais. O estudo, então, descobriu que a frequência dos furacões nos últimos 150 anos aumentou quase da mesma maneira observada nos registros históricos.

O aumento na frequência de furacões só foi observada no Atlântico Norte. Segundo Emanuel, nos últimos 150 anos quase não houve alteração na incidência de tempestades tropicais no restante do mundo. “Pode ter sido causado pelo aquecimento global, que não é necessariamente globalmente uniforme”, acrescentou.

Comparando registros históricos dos furacões

O International Best Track Archive for Climate Stewardship (IBTrACS) é o banco de dados que mais abrange registros de tempestades tropicais. Ele incluiu informações modernas obtidas por satélites e também antigas, que datam da década de 1940, além de relatórios de 1851 feitos por navios que se deparavam por acaso com furacões.

Comparação entre os registros históricos de furacões com os mais modernos (Imagem: Reprodução/Kerry Emanuel et al.)
Comparação entre os registros históricos de furacões com os mais modernos (Imagem: Reprodução/Kerry Emanuel et al.)

Em uma abordagem estatística, foi possível identificar tempestades tropicais que teriam escapado dos registros históricos, considerando as rotas de navegação do Atlântico nos últimos 150 anos. No entanto, Emanuel ressaltou que os caminhos dos furacões daquela época podem ser bem diferentes aos observados atualmente.

Então, o professor optou por não considerar as leituras históricas. Para isto, ele calculou atividades de furacões passadas a partir de uma técnica conhecida como redução de escala dinâmica — uma simulação climática global bem grosseira, alimentada por dados atmosféricos e oceânicos, onde “sementes” de furacões são espalhadas.

Entender a tendência de comportamento dos furacões é fundamental para mitigar os danos que estes poderosos fenômenos podem provocar em terra (Imagem: Reprodução/NOAA)
Entender a tendência de comportamento dos furacões é fundamental para mitigar os danos que estes poderosos fenômenos podem provocar em terra (Imagem: Reprodução/NOAA)

A partir deste ponto, o pesquisador avançou a simulação no tempo para observar quais destas sementes evoluiriam. “Houve um aumento bem grande na atividade do Atlântico desde meados do século XIX, que eu não esperava ver”, disse Emanuel, que observou um comportamento fora da curva.

As simulações apresentaram uma redução de furacões entre as décadas de 1970 e 1980. Emanuel apontou a emissão de aerossóis de sulfato, os quais refletem mais luz solar para o espaço e, portanto, resfriam o planeta, como uma das causas. E o aumento contínuo de tempestades tropicais tem relação com o aquecimento global.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos