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Ativista pró-democracia é libertada em Hong Kong

·3 minuto de leitura

A ativista pró-democracia Agnes Chow foi libertada, neste sábado (12), da prisão em Hong Kong, exatamente dois anos após os grandes protestos em favor da democracia, um aniversário que coloca a ex-colônia britânica sob pressão.

Cerca de 2.000 policiais foram colocados em alerta neste sábado, enquanto chamados para manifestações eram lançados nas redes sociais.

As autoridades mantiveram a proibição de manifestações decidida para combater a pandemia do coronavírus, embora apenas três novos casos tenham sido identificados no mês passado.

Muitos ativistas pró-democracia foram presos nos últimos meses e a contestação agora é criminalizada por novas leis repressivas impostas pelo governo de Pequim.

Hoje, porém, uma dessas ativistas foi libertada. Agnes Chow, de 24 anos, deixou a prisão depois de passar sete meses atrás das grades por seu papel durante os protestos de 2019.

Ela comemorou no Instagram "o fim da agonia" e disse que deseja se recuperar dos meses na prisão que "a deixaram muito fraca".

A jovem faz parte da geração de ativistas que começou a militar na política quando adolescentes, com os precedentes movimentos pró-democracia como a "revolução guarda-chuva" em 2014, e em 2019 tornou-se uma inspiração para aqueles que desejam mais democracia em Hong Kong.

Dois outros ativistas conhecidos que foram condenados com ela, Joshua Wong e Ivan Lam, ainda estão na prisão.

Joshua Wong, indiscutivelmente o mais conhecido desses jovens ativistas, teve recentemente sua sentença aumentada por uma nova condenação, por ter convocado em 2020 uma manifestação em 4 de junho para marcar o aniversário da repressão sangrenta na Praça da Paz Celestial em 1989.

A libertação de Agnes Chow ocorre dois anos após as grandes manifestações que lotaram as ruas da ex-colônia britânica em defesa da democracia.

Em 12 de junho de 2019, milhares de pessoas cercaram a sede do parlamento de Hong Kong na tentativa de impedir a aprovação de uma lei favorecendo as extradições, inclusive de opositores, para a China continental.

- Manifestações proibidas -

A brutal dispersão policial dos protestos não impediu por mais de sete meses uma forte mobilização em favor da democracia.

As autoridades chinesas recusaram-se a ceder e impuseram a Hong Kong uma lei de segurança nacional, que permitiu a prisão de mais de cem pessoas, incluindo Agnes Chow.

Dezenas de militantes foram levados à justiça, incluindo o magnata da imprensa Jimmy Lai. A maioria não tem direito a fiança e pode pegar prisão perpétua.

Até agora, Agnès Chow cumpriu pena apenas pelos fatos do dia 12 de junho de 2019, e corre o risco de ser acusada novamente pelos eventos subsequentes.

As manifestações agora estão quase todas proibidas, mas aniversários, como o deste sábado, continuam sendo momentos de tensão.

Na sexta-feira, dois ativistas de um grupo pró-democracia foram presos após serem acusados de convocar uma manifestação proibida.

Por outro lado, o aniversário dos protestos de junho de 2019 foi marcado no exterior por ativistas pró-democracia no exílio e seus apoiadores.

Na semana passada, as autoridades proibiram eventos marcando o massacre da Praça da Paz Celestial e a polícia bloqueou o acesso ao Victoria Park, onde uma vigília é realizada anualmente há 32 anos.

Muitos em Hong Kong não desistiram de protestar e acenderam velas ou seus celulares nas ruas adjacentes e por toda a cidade.

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