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Jovem ativista Tony Chung acusado de 'secessão' em Hong Kong

·2 minuto de leitura
(Arquivo) O ativista Tony Chung
(Arquivo) O ativista Tony Chung

O ativista pró-democracia de Hong Kong de 19 anos foi acusado nesta quinta-feira de "secessão", tornando-se a primeira personalidade política a ser processada em virtude da lei de segurança nacional imposta pela China no território semiautônomo. 

Dois dias após ser preso em uma cafeteria localizada em frente ao consulado americano em Hong Kong, Tony Chung foi acusado por um tribunal de secessão, lavagem de dinheiro e conspiração para publicar conteúdo sedicioso.

Ele está detido à espera da próxima audiência na justiça, em 7 de janeiro. Pode ser condenado a uma pena que vai de 10 anos de detenção até a prisão perpétua.

Chung era membro de um grupo conhecido como "Student Localism", pequena organização que defendia a independência de Hong Kong da China continental.

Este grupo foi dissolvido pouco antes da entrada em vigor da lei de segurança nacional no fim de junho, mas as unidades internacionais seguem ativas.

A controversa lei foi uma resposta à mobilização sem precedentes que aconteceu no território, ex-colônia britânica devolvida à soberania chinesa em 1997, mas com um estatuto semiautônomo.

O texto estabelece uma série de novos crimes, incluindo a expressão de opiniões políticas como a defesa da independência, uma autonomia maior para Hong Kong ou conluio com forças estrangeiras.

Segundo os acordos de devolução assinados com o Reino Unido, a China se compromete a permitir que Hong Kong desfrute de amplia autonomia até 2047 com base no princípio "um país, dois sistemas", que garantem a seus habitantes liberdades desconhecidas no restante da China.

A entrada em vigor em 30 de junho da lei, considerada liberticida por pessoas que militam pela democracia, provocou um grande choque no território ao punir manifestações independentistas ou de maior autonomia.

Chung e outros três membros do "Student Localism" foram detidos pela primeira vez em julho por uma nova unidade policial responsável por aplicar a lei de segurança nacional.

Eles eram suspeitos de incitar a secessão por meio de publicações nas redes sociais. 

Na manhã de terça-feira, Chung foi detido por policiais à paisana a poucos metros do consulado americano.

Um grupo até agora desconhecido, "Friends of Hong Kong", publicou um comunicado no qual afirma que tentou organizar, no mesmo dia, a entrada do ativista no consulado dos Estados Unidos para a solicitação de asilo.

A AFP não conseguiu confirmar a informação. Chung permaneceu detido até ser levado nesta quinta-feira ao tribunal. 

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