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Atividade vulcânica na Lua durou por mais tempo do que sabíamos

·3 minuto de leitura

No ano passado, a missão chinesa Chang’e 5 trouxe à Terra cerca de 1,7 kg de amostras da Lua, coletadas na região de Oceanus Procellarum. Esse é o primeiro material do nosso satélite natural que recebemos desde a missão soviética Luna 76 e, agora, uma equipe internacional de cientistas revela o que descobriu a partir das análises do material: as rochas têm idade de aproximadamente 1,97 bilhão de anos e indicam que a atividade vulcânica na Lua durou por mais tempo do que se pensava.

Em outras palavras, isso significa que as rochas do local de pouso da Chang’e 5 são relativamente jovens — elas têm 1 bilhão de anos a menos que as amostras vulcânicas coletadas durante as missões Apollo e Luna, da NASA e União Soviética, respectivamente. A idade indica que havia vulcões ativos na Lua há apenas 2 bilhões de anos, um passado que também pode ser considerado recente, e a descoberta é essencial para a compreensão de como outras luas e planetas se formaram.

A Chang'e 5 pousou na Lua em 1 de dezembro do ano passado (Imagem: Reprodução/CNSA/CLEP)
A Chang'e 5 pousou na Lua em 1 de dezembro do ano passado (Imagem: Reprodução/CNSA/CLEP)

A determinação da idade do material é um dos primeiros resultados científicos da missão. “É claro que ‘jovem’ é relativo”, explica Brad Jolliff, coautor da análise das amostras. “Todas as rochas vulcânicas coletadas pelas Apollo eram mais velhas que 3 bilhões de anos, e todas as crateras de impacto cujas idades foram determinadas a partir da idade das amostras são mais jovens que um bilhão de anos; por isso, as amostras da Chang’e 5 preenchem uma lacuna crítica”, explica.

Essa lacuna se estendia de 3 bilhões de anos atrás (quando a maior parte das amostras obtidas pelas missões Apollo se formaram) para cerca de um bilhão de anos, idade estimada para algumas crateras de impacto. Por isso, descobrir como preencher essa lacuna é importante não somente para estudos da Lua, mas também para os cientistas saberem mais sobre outros planetas rochosos e satélites naturais do Sistema Solar.

Eles esperam desmembrar a história da nossa vizinhança e vêm combinando essas amostras, estudando as idades delas com a técnica de datação de crateras, que permite identificar idades relativas. “Cientistas planetários sabem que quanto mais crateras há em uma superfície, mais velha ela é; quanto menos, mais jovem é a cratera” disse Jolliff. Para esse método, é preciso ter amostras das superfícies em questão.

Jollif ficou impressionado com o que as amostras, que não tinham mais que 0,3 cm, indicaram aos autores do estudo. "É um resultado fenomenal: em termos de idade planetária, é uma determinação muito precisa", explicou ele. A idade das amostras é importante também porque elas são formadas por basalto, rocha se que forma durante erupções vulcânicas.

A cápsula da Chang'e 5 com as amostras em seu interior, pousando na Terra (Imagem: Reprodução/Our Space/Wang Jiangbo)
A cápsula da Chang'e 5 com as amostras em seu interior, pousando na Terra (Imagem: Reprodução/Our Space/Wang Jiangbo)

Até então, os cientistas tinham evidências da lava correndo na Lua até cerca de 3 bilhões de anos, e até esperavam descobrir que alguns dos basaltos mais jovens da crosta lunar são menos espessos e relativamente ricos em materiais que produzem calor. Contudo, eles ainda não têm certeza sobre como as rochas continuaram derretidas por tanto tempo. Essa é uma questão que ainda precisa de algumas hipóteses que possam respondê-la, como o calor de marés causado pela força de marés entre a Terra e a Lua, que faz com que a Lua seja expandida e contraída, causando calor. De qualquer forma, este e outros cenários ainda vão exigir mais análises das amostras e modelos detalhados.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Science.

Fonte: Canaltech

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