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Atividade solar está acima do esperado, e a "culpa" pode ser das previsões

Um novo estudo de Scott McIntosh, físico solar do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica nos Estados Unidos, junto de outros autores, sugere que a atividade solar observada atualmente pode indicar que os cientistas precisam rever as formas de prever e até de analisar os ciclos do nosso astro. O Sol está bem mais ativo do que o previsto para o ciclo atual, e os autores propõem uma nova forma de prever a atividade solar.

A cada 11 anos, em média, os polos magnéticos do Sol trocam de lugar um com o outro; portanto, o polo magnético do norte se torna o do sul, e vice-versa. Essa troca acontece junto do máximo solar, nome que indica o pico de atividade do Sol com mais manchas solares, erupções e ejeções de massa coronal. Após a inversão dos polos, a atividade solar diminui.

A quantidade de manchas solares ajuda os cientistas a identificar os ciclos de atividade do Sol (Imagem: Reprodução/LNO/MYSA/MOSTI)
A quantidade de manchas solares ajuda os cientistas a identificar os ciclos de atividade do Sol (Imagem: Reprodução/LNO/MYSA/MOSTI)

Depois, ela volta a subir até alcançar um novo pico — no momento, estamos na subida de atividade do 25º ciclo solar. Para analisar a atividade dos ciclos, os cientistas trabalham com as manchas solares (regiões que aparecem como manchas escuras na superfície do Sol), mas alguns acreditam que a quantidade delas não seja uma boa referência para a previsão dos ciclos.

“O ciclo das manchas solares não é a parte primária, é a secundária”, observou McIntosh. Ele destacou que, neste caso, a primária seria o chamado “Ciclo de Hale”, um ciclo magnético de 22 anos, e que o ciclo das manchas solares é apenas um pedacinho de algo muito maior.

Segundo os modelos atuais, as manchas solares são o resultado de um processo que une a rotação do Sol às linhas do campo magnético do nosso astro. “Você tem um sistema muito complexo dentro do Sol, e assim como todos os sistemas físicos, fazemos simplificações ou aproximações para tentar entender o que está acontecendo”, disse McIntosh. Só que pode haver outros processos por trás delas.

O comportamento do Sol

Considerando as limitações dos modelos, ele propõe que as manchas solares podem vir de padrões de interferência, causados pelos campos magnéticos dos Ciclos de Hale. “O ciclo das manchas solares é um resultado da interação entre estes ciclos magnéticos maiores”, disse ele. “Os campos magnéticos querem se cancelar o tempo inteiro”.

Com base nas descobertas da tal interferência, ele e seus colegas conseguiram previsões do ciclo solar atual, que correspondem melhor com as observações atuais do que o proposto por previsões oficiais (que trabalharam com as manchas solares). “O ciclo solar atual trouxe uma oportunidade”, ressaltou ele.

Comparação entre as previsões e observações do ciclo solar (Imagem: Reprodução/C. Möstl, helioforecast.space/solarcycle)
Comparação entre as previsões e observações do ciclo solar (Imagem: Reprodução/C. Möstl, helioforecast.space/solarcycle)

Enquanto os demais cientistas estivessem trabalhando com as manchas solares, McIntosh e seus colegas seguiram em direção oposta. “Isso significa que, se nos aproximamos [das previsões dos demais], então realmente vamos precisar rever como as estrelas criam campos magnéticos”, disse.

Vale lembrar que, por enquanto, o cenário proposto por ele e seus colegas é teórico, e ainda há lacunas a serem preenchidas: por exemplo, o mecanismo que impulsiona as faixas de atividade magnética no Sol é desconhecido; é possível que ondas gravitacionais tenham papel importante nisso, mas não há informações suficientes para ter certeza.

Por isso, mais dados serão necessários — principalmente nas áreas próximas dos polos do Sol, durante a formação do novo ciclo. Normalmente, não é possível observá-los em função da posição da Terra em relação à estrela, mas a missão Solar Orbiter, da Agência Espacial Europeia, poderá estudá-los por volta do início do novo ciclo.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Frontiers in Astronomy and Space Sciences.

Fonte: Canaltech

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