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Atividade nas fábricas globais se mostra desigual em agosto, mas com sinais de menor pressão de custos

Trabalhador verifica máquinas em fábrica em Higashiosaka, Japão

Por Lucia Mutikani e Jonathan Cable

WASHINGTON/LONDRES (Reuters) - A atividade fabril nos Estados Unidos manteve o crescimento em agosto, mas na China, na zona do euro e no Reino Unido o setor caiu, à medida que a guerra da Rússia na Ucrânia e a política de Covid zero na China continuaram prejudicando os negócios, mostraram pesquisas nesta quinta-feira, embora tenha havido indicações de que pressões de custo estão começando a diminuir.

A fraqueza geral na atividade manufatureira global, somada a sinais de demanda lenta em muitos países, tem intensificado dores de cabeça para empresas que já sofrem com persistentes restrições de oferta.

A expectativa é de que os principais bancos centrais continuem a aumentar agressivamente as taxas de juros para domar a inflação, o que também está diminuindo o otimismo via crescentes temores de uma desaceleração global.

O ISM informou nesta quinta-feira que seu índice de atividade fabril nos EUA permaneceu inalterado em 52,8 no mês passado. Embora ainda seja a leitura mais baixa desde junho de 2020, quando o setor estava saindo de uma queda induzida pela Covid-19, segue acima de 50, o que indica expansão na manufatura, a qual responde por 11,9% da economia dos EUA.

Mas o subíndice de novos pedidos --uma medida prospectiva-- se recuperou para 51,3 no mês passado, de uma leitura de 48,0 em julho, encerrando duas quedas mensais consecutivas, e as carteiras de pedidos aumentaram, sugerindo que as fábricas na maior economia do mundo continuarão funcionando por um tempo.

Houve também algum alívio para as empresas que lutam com custos crescentes, já que o enfraquecimento da demanda global está tendo efeito colateral de aliviar as pressões de preços. Uma medida de preços de insumos pagos pelos fabricantes caiu para 52,5, leitura mais baixa desde junho de 2020, de 60,0 em julho.

Os preços dos insumos caíram na China e em Taiwan pela primeira vez desde maio de 2020. Os fabricantes sul-coreanos viram os preços dos insumos subirem em agosto à taxa mais lenta em 19 meses.

Na zona do euro, o índice de preços de insumos permaneceu bem acima de sua média de longo prazo, mas caiu para a leitura mais baixa desde o início do ano passado.

No entanto, isso pouco fez para diminuir preocupações sobre a desaceleração do crescimento global.

"Estamos prevendo uma recessão na zona do euro e outra nos Estados Unidos no ano que vem. Ainda não se sabe se isso se estenderá a uma recessão global", disse Peter Schaffrik, do Royal Bank of Canada.

FABRICAÇÃO CAI NA EUROPA E NA ÁSIA

Fora dos Estados Unidos, sinais de tensão têm se aprofundado.

A atividade manufatureira na zona do euro encolheu pelo segundo mês em agosto, enquanto a fraca demanda indicou que as fábricas não conseguiram vender tanto quanto produziram e acumularam estoques de produtos acabados em um ritmo recorde.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) manufatureiro da zona do euro divulgado pela S&P Global caiu para 49,6 em agosto, ante 49,8 em julho, ficando ainda mais abaixo da marca de 50, que separa crescimento de contração.

No Reino Unido, fora da União Europeia (UE), a produção fabril e os novos pedidos caíram na maior velocidade em mais de dois anos, devido à crescente incerteza sobre o aumento da inflação e o risco de recessão no país e no exterior.

O PMI de manufatura privado da China divulgado pelo Caixin mostrou a primeira retração do setor em três meses em agosto, com a baixa demanda, falta de energia e novos surtos de Covid-19 interrompendo a produção.

A leitura inesperadamente fraca ecoou o PMI oficial da China divulgado na quarta-feira, que também ficou abaixo da marca de 50.

O PMI final para o setor manufatureiro japonês caiu para 51,5 em agosto, de 52,1 no mês anterior, marcando a taxa de crescimento mais fraca desde setembro de 2021.