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Atividade na praia e distanciamento do celular: o happy hour do CEO da AfroSaúde

Antes mesmo de fundar a AfroSaúde, startup que conecta pacientes a profissionais da saúde negros, Arthur Lima já tinha a saúde como pilar da sua vida pessoal. O empreendedor de Salvador tem a atividade física como um hábito noturno. Mas, pelo menos uma vez por semana, acorda às 4h30 para treinar na praia. “É um momento importante também porque eu não levo o celular”.

O distanciamento das redes sociais aos finais de semana e em alguns momentos da sua rotina é uma estratégia para manter foco em tarefas específicas e, assim, preservar a saúde mental. Para vencer este desafio que estabeleceu a si mesmo, Lima iniciou a leitura do “Stolen Focus: Why You Can't Pay Attention”, de Johann Hari.

Outra leitura que guia o CEO da AfroSaúde por uma jornada de equilíbrio é o “Não aguento mais não aguentar mais: Como os Millennials se tornaram a geração do burnout”, escrito por Anne Helen Petersen. “é um livro que fala sobre o choque geracional e sobre a forma como a relação que nós temos com o trabalho pode ser adoecedora”.

No happy hour, o jovem empreendedor gosta de consumir comida baiana e beber caipirinha feita com cachaça. “Caipirinha com vodka não é caipirinha”, diz o soteropolitano. Quando tem alguns dias a mais de folga, Lima gosta de explorar as praias da costa da Bahia e se conectar mais com a natureza.

CEO diz que paixão pela solução não deve tirar foco em pitch

Na visão do co-fundador da startup que conecta pacientes a profissionais da saúde negros, após a apresentação do time é importante destacar o problema que o negócio quer atacar e o tamanho do público que ele atinge. “A gente acaba se apaixonando muito pela solução e esquece do problema”, afirma Lima. Para impactar a audiência com o problema que a AfroSaúde combate, o CEO costuma abrir as apresentações de pitch com a seguinte pergunta: “por quantos médicos negros você já foi atendido?”.

Acadêmico e empreendedor

Natural de Salvador, Arthur Lima é dentista especialista em Saúde da Família e mestre em Saúde, Ambiente e Trabalho pela Faculdade de Medicina da Bahia, onde pesquisou e escreveu sobre a relação entre saúde mental e trabalho. Em 2019, fundou, ao lado do jornalista Igor Leo Rocha, a AfroSaúde, com a missão de conectar pacientes a profissionais da saúde negros. Ao longo dos últimos anos, a plataforma já viabilizou mais de mil atendimentos, sendo 90% deles direcionados à saúde mental da população negra. Em 2020, o soteropolitano foi eleito pela Revista Forbes Brasil como “Forbes Under 30” e foi reconhecido pelo MIPAD 100 como “Um dos 100 Afrodescendentes Mais Influentes do Mundo”