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Atividade manufatureira dos EUA acelera no início de abril; dificuldades de oferta pioram

Lucia Mutikani
·3 minuto de leitura

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON (Reuters) - A atividade industrial dos Estados Unidos acelerou no início de abril, mas os produtores lutavam cada vez mais para obter matérias-primas e outros insumos, já que a reabertura da economia levou a um 'boom' na demanda doméstica.

A empresa de dados IHS Markit disse nesta sexta-feira que seu PMI preliminar de manufatura dos EUA subiu para 60,6 na primeira metade deste mês. Essa foi a leitura mais alta desde que a série começou, em maio de 2007, e seguiu uma leitura final de 59,1 em março.

Economistas consultados pela Reuters previam que o índice subiria para 60,5 no início de abril. Uma leitura acima de 50 indica crescimento da manufatura, que responde por 11,9% da economia norte-americana.

Mais da metade dos adultos norte-americanos receberam pelo menos uma dose de vacina contra a Covid-19, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês). Um terço dos adultos norte-americanos estão totalmente vacinados, assim como 26% da população em geral.

Isso, junto com o pacote de resgate em resposta à pandemia de 1,9 trilhão de dólares da Casa Branca, permitiu um reengajamento econômico mais amplo, liberando uma demanda que estava reprimida.

Mas a forte demanda está sendo desafiada pelas restrições de oferta. A pandemia, agora em seu segundo ano, interrompeu o trabalho nas fábricas e seus fornecedores, causando uma escassez que está aumentando os preços das matérias-primas e outros insumos.

Uma medida dos preços pagos pelos produtores na pesquisa da IHS Markit saltou para seu nível mais alto desde julho de 2008. A empresa de dados atribuiu os preços mais altos dos insumos à "grave escassez nos fornecedores e aumentos acentuados nas taxas de transporte".

O aumento contínuo dos custos dos insumos é um dos muitos fatores que devem levar a inflação acima da meta de 2% do Federal Reserve este ano. O chair do Fed, Jerome Powell, expressou confiança de que as cadeias de suprimentos se adaptarão e se tornarão mais eficientes, evitando que os preços permaneçam mais altos por um período sustentado.

A medida de novos pedidos na pesquisa aumentou e, como resultado, as fábricas impulsionaram as contratações.

A melhora na atividade também se espalhou para o setor de serviços, que foi desproporcionalmente impactado pela pandemia. O PMI preliminar do setor de serviços da IHS Markit saltou para 63,1, máxima desde o início da série, em outubro de 2009, ante uma leitura final de 60,4 em março.

Segundo a empresa, o crescimento no setor de serviços, que responde por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, foi impulsionado por "uma demanda mais forte dos clientes e pela reabertura de muitos estabelecimentos em meio ao afrouxamento das restrições".

A força dos setores de manufatura e serviços impulsionou a atividade empresarial geral. O índice PMI Composto preliminar da pesquisa, que acompanha os setores de manufatura e serviços, subiu para 62,2. Esse também foi o resultado mais alto desde que a série começou, em outubro de 2009, e veio após uma leitura de 59,7 em março.