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Atividade industrial do Brasil atinge o maior nível desde fevereiro de 2006, mostra PMI

·3 minutos de leitura

O PMI do país aumentou de 64,7 em agosto para 64,9 em setembro Max LaRochelle/Unsplash O Índice Gerente de Compras (PMI) da IHS Markit para o Brasil assinalou a mais acentuada melhora do setor desde o início da coleta de dados, em fevereiro de 2006, aumentando de 64,7 em agosto para 64,9 em setembro deste ano. Os participantes da pesquisa relataram uma expansão em níveis quase recordes em novas encomendas e na produção, além de um retorno ao crescimento das vendas para exportação, diz a consultoria. “As empresas aumentaram a contratação e a atividade de compra, com um maior otimismo em relação à produção no futuro. Ao mesmo tempo, o aumento nos preços tanto de insumos quanto de produtos atingiu números recordes da pesquisa.” “Expansões mais rápidas nos índices de emprego e estoque de insumos e um aumento acentuado dos prazos médios de entrega propiciaram um movimento ascendente desta magnitude. O volume de pedidos aumentou acentuadamente em setembro, sendo o segundo ritmo mais forte na história da pesquisa (atrás somente de agosto). Os participantes da pesquisa sugeriram que as recentes medidas de relaxamento das restrições relativas à covid-19 o fortalecimento das condições de demanda e os pedidos em larga escala contribuíram para o crescimento no total das vendas", diz a consultoria. O volume de novos negócios do exterior também aumentou em setembro, segundo a IHS Markit, encerrando um período de um ano de contração. Além disso, a taxa de crescimento se mostrou sólida e a mais rápida em quase quatro anos e meio. Em muitos casos, os entrevistados associam o crescimento à depreciação do real (em relação ao dólar norte-americano). “Em resposta ao aumento das vendas e a restrições mais brandas em relação à covid-19, os produtores aumentaram a produção novamente no final do terceiro trimestre de 2020. Apesar da desaceleração em relação ao recorde na pesquisa de agosto, o ritmo de expansão foi o segundo mais rápido desde o início da coleta de dados para a pesquisa, iniciada em fevereiro de 2006", afirma a consultoria. Segundo o relatório do indicador, setembro testemunhou um aumento acentuado e acelerado nos índices de emprego no setor industrial brasileiro. “As empresas que contrataram mais trabalhadores citaram o aumento das vendas. O crescimento dos números relativos à folha de pagamento não foi suficiente para aliviar as pressões sobre a capacidade, com o aumento dos pedidos em atraso sendo o mais acelerado na história da pesquisa. Os fabricantes buscaram reconstruir os próprios estoques para produção em setembro, adquirindo mais matéria-prima e itens semiacabados.” “A compra de insumos aumentou ao segundo ritmo mais rápido desde o início da coleta de dados para a pesquisa. Entretanto, os estoques de insumos aumentaram somente marginalmente, pois a escassez de materiais e problemas de capacidade dos fornecedores causaram uma deterioração mais ampla no desempenho deles. Os prazos médios de entrega atingiram a maior dilação na história da pesquisa. Em setembro, tanto os preços de insumos quanto os preços cobrados aumentaram em níveis recordes para a pesquisa", diz a consultoria. O aumento dos custos foi associado à fragilidade da moeda, a uma forte demanda por insumos e à falta de matéria-prima disponível, diz a IHS Markit. Em outros setores, houve um declínio mais rápido dos estoques de bens finais em setembro, com a demanda superando a produção. Projetando o futuro, os fabricantes de mercadorias se mostraram otimistas em relação a perspectivas de crescimento. Os participantes da pesquisa esperam que os investimentos, a expansão da capacidade e ajustes pós-pandemia sustentem o aumento da produção nos próximos 12 meses.