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Atividade econômica cresce 1,04% em janeiro, diz BC

LARISSA GARCIA
·4 minuto de leitura

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A atividade econômica cresceu 1,04% em janeiro, segundo o indicador IBC-Br do BC (Banco Central) divulgado nesta segunda-feira (15). O índice alcançou o maior patamar desde maio de 2015, apontando uma retomada econômica no período. Economistas ouvidos pela reportagem avaliam, no entanto, que a tendência é de desaceleração em fevereiro e março em razão do agravamento da pandemia e de novas medidas de restrição adotadas em alguns estados. Além disso, o número de janeiro ainda reflete o relaxamento do isolamento social promovido no fim do ano passado e o auxílio emergencial, pago até dezembro. O indicador é medido em pontos e chegou a 140,30 no mês. A variação percentual foi bem acima da observada em dezembro (0,71%). Antes, o BC havia divulgado que a economia cresceu 0,64% no mês, mas a série foi revisada. Em janeiro de 2020, o índice era de 138,54 pontos e foi a 140,02 em fevereiro. A partir de então, a atividade começou a cair e chegou ao menor nível em abril, com 119,93 pontos. O número foi calculado com ajuste sazonal (que remove especificidades de um mês, como número de dias úteis) para facilitar a comparação com outros períodos. Após o início da pandemia, o fechamento dos comércios e o distanciamento social afetaram a economia. Com a reabertura e flexibilização das medidas restritivas, a atividade entrou em ritmo de recuperação, embora sem compensar as perdas da crise sanitária. Silvia Matos, pesquisadora de economia aplicada do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV (Fundação Getulio Vargas), diz que a retomada da economia está condicionada à capacidade de conter a pandemia. "Os números do passado foram positivos mas ficaram no passado. Agora temos uma nova rodada de restrições e setores que já estavam muito deprimidos, como serviços, devem permanecer assim. Em janeiro a indústria ainda mostrou robustez porque houve demanda muito grande e reposição dos estoques", avalia a especialista. Matos destaca que o alongamento da crise pode gerar problemas de longo prazo. "Enquanto de fato não superarmos a pandemia será prematuro dizer que o pior ficou para trás. Continuaremos nesse vaivém e quanto mais tempo levar mais fraturas teremos na economia, com menos investimento, acentuação da desigualdade no mercado de trabalho e etc", diz. O economista-chefe da JF Trust Investimentos, Eduardo Velho, diz que o dado de janeiro surpreendeu para cima, mas que fevereiro e março devem ser piores. "O resultado de janeiro não é uma tendência. Além do agravamento da pandemia, com novas medidas de restrição, temos efeito da inflação, que está acima das expectativas, e do câmbio, que ainda não foram captados no indicador", ressalta. Para o analista, a atividade do primeiro trimestre do ano terá resultado negativo. "O número melhor de janeiro não indica que não terá queda, mas que ela será um pouco menor", afirma. Gustavo Bertotti, economista-chefe da Messem Investimentos, concorda que o desempenho de fevereiro e março será menor que o de janeiro. "Foi um dado positivo, mas muito disso ainda é um reflexo do relaxamento de medidas de restrição e do auxílio emergencial. Porém esse dado não se sustenta, a tendência é de queda por causa da situação que vivemos no país", avalia. Bertotti pontua que as variáveis que contribuíram para a melhora da economia no ano passado estão comprometidas atualmente. “Vivemos hoje o pior momento do vírus no país, com aumento das medidas de isolamento, atraso na vacinação e ao mesmo tempo o auxílio, que está sendo discutido, deverá voltar somente em abril. Isso tudo vai começar a pesar nos indicadores", analisa. A analista da Terra Investimentos, Heloïse Sanchez, também diz acreditar que mesmo com a volta do auxílio emergencial, que está sendo desenhado em valor menor, o impacto na atividade será limitado. "Para os próximos meses, caso ocorram novos aumentos devido retomada do auxílio emergencial, deverão ser mais contidos, justamente pelo período em que estamos passando na economia, com todas as restrições e cenário alarmante de calamidade pública", ressalta. No acumulado dos 12 meses terminados em janeiro, houve queda de 4,04% no indicador. Em março, quando o vírus chegou ao país, houve redução de 5,90% no setor produtivo, segundo informado na época, já sob efeito do distanciamento social. Após a revisão, a variação foi para queda de 5,76%. Com a população em casa, o consumo diminuiu em diversos setores, como transporte e hospedagem, e a atividade econômica despencou. O pior resultado foi registrado em abril, quando a economia caiu 9,73% (9,10% com revisão), nível mais baixo desde outubro de 2006 e maior queda entre um mês e outro em toda a série histórica, iniciada em 2003. Maio já trouxe resultado positivo em relação a abril, de 1,3%, mas ficou aquém das expectativas do mercado, que eram de 4,5%. O IBC-Br mede a atividade econômica do país e é divulgado desde março de 2010. Ele foi criado para auxiliar em decisões de política monetária, já que não existe outro dado mensal de desempenho do setor produtivo. O indicador do BC leva em conta o desempenho dos principais setores da economia: indústria, agropecuária e serviços.