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Athletico-PR faz três, deixa Flamengo em crise e decide Copa do Brasil com Atlético-MG

·4 min de leitura
RIO DE JANEIRO, RJ, 27.10.2021 – COPA-BRASIL: Nikão, do Athletico-PR, comemora seu gol - Partida entre Flamengo e Athletico-PR, válida pela partida de volta da semifinal da Copa do Brasil 2021, realizada no estádio Maracanã, no Rio de Janeiro, na noite desta quarta-feira. (Foto: Thiago Ribeiro/Agif/Folhapress)
RIO DE JANEIRO, RJ, 27.10.2021 – COPA-BRASIL: Nikão, do Athletico-PR, comemora seu gol - Partida entre Flamengo e Athletico-PR, válida pela partida de volta da semifinal da Copa do Brasil 2021, realizada no estádio Maracanã, no Rio de Janeiro, na noite desta quarta-feira. (Foto: Thiago Ribeiro/Agif/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Athletico-PR estabeleceu uma crise no Flamengo, que já era criticado pelo desempenho e agora está eliminado da Copa do Brasil. A equipe paranaense teve uma noite muito feliz nesta quarta-feira (27), no Rio de Janeiro, em que venceu por 3 a 0 e avançou à decisão do torneio.

Os dois gols de Nikão e o tento derradeiro de Zé Ivaldo credenciaram os comandados de Alberto Valentim a enfrentar o Atlético-MG na final, nos dias 12 e 15 de dezembro. E fizeram o técnico dos donos da casa, Renato Gaúcho, ouvir estridentes e impublicáveis xingamentos dos torcedores presntes no Maracanã.

Na outra semifinal, o Atlético-MG avançou com facilidade. Depois encaminhar sua classifação com uma goleada por 4 a 0 no jogo de ida, em Belo Horizonte, confirmou a vaga fazendo 2 a 1 no Fortaleza, em Fortaleza, gols de Diego Costa e Hulk. Romarinho descontou.

Já o lado rubro-negro da chave teve mais equilíbrio, ao menos na primeira meta. O duelo começou com um empate por 2 a 2 em Curiiba, na semana passada.

Já no Rio, os visitantes se apresentaram de forma mais organizada e construíram boa vantagem ainda na etapa inicial, com dois gols de Nikão. O primeiro saiu aos dez minutos, de pênalti, e o segundo, já nos acréscimos, aos 52, após contra-ataque.

Houve vaias nas arquibancadas assim que o árbitro encerrou o primeiro tempo, como reflexo da fase ruim do time dirigido por Renato Gaúcho. A um mês de disputar a final da Libertadores com o Palmeiras, no dia 27 de novembro, em jogo único, no Uruguai, o Flamengo amarga uma desclassificação e chega ao quarto jogo seguido sem vencer, entre compromissos pelo Brasileiro e pelo mata-mata nacional.

Quarto colocado do Brasileiro, com 13 pontos a menos em relação ao líder Atlético-MG (59 a 46), a equipe carioca terá agora no campeonato mais dez jogos para arrumar o time antes da decisão do continental.

Na próxima rodada, o adversário será justamente o Atlético-MG, no sábado (30), novamente no Maracanã. Será o primeiro teste para um time que se mostrou bastante nervoso diante do Athletico.

Com oito minutos, o time paranaense já estava vencendo. Nikão converteu um pênalti assinalado por Wilton Pereira de Sampaio após ele ter sido chamado pelo VAR (árbitro de vídeo) para revisar um pisão de Filipe Luís em Renato Kayzer na grande área.

Era o cenário ideal para a postura que Alberto Valentim havia desenhado para sua equipe, fechando-se na defesa e explorando contra-ataques. Enquanto isso, o Flamengo tinha dificuldade para furar a zaga rival.

Sem conseguir chegar ao empate com toque de bola, o Flamengo passou a insistir em bolas alçadas na área. E quase cavou um pênalti, aos 33, quando o árbitro entendeu como falta um esbarrão entre Bruno Henrique e Thiago Heleno. Novamente chamado para uma revisão, porém, Wilton cancelou a marcação que havia feito no campo.

Somando as duas revisões mais o atendimento a jogadores machucados, o jogo ficou tanto tempo parado que o árbitro deu 10 minutos de acréscimos antes do intervalo. E foi justamente nos descontos que Nikão voltou a marcar, aos 52.

A exemplo dos primeiros 45 minutos, a segunda etapa no Maracanã foi um jogo de ataque contra defesa. E os donos da casa tentaram de todo jeito descontar o placar. Michel acertou a trave, Gabigol deu trabalho com chute cruzado, Bruno Henrique tentou de cabeça, mas nada de a bola cruzar a meta defendida pelo goleiro Santos.

O passar do tempo só deixava o time rubro-negro cada vez mais nervoso, enquanto o Athletico estava em compasso de espera para o fim do jogo, para confirmar a classificação para a segunda final que terá pela frente na reta final da temporada --o time também decide o título da Copa Sul-Americana, em jogo único contra o Red Bull Bragantino, no dia 20 de novembro.

Antes do fim da partida, Khellven ainda foi expulso após dura falta em Ramon, aos 35. Mas nem assim a defesa do Athletico deu espaço ao Flamengo. Pelo contrário, foi o time carioca quem cedeu espaço para contra-ataque dos paranaenses, que fecharam a conta com Zé Ivaldo, aos 43.

Com menos tensão do que no Maracanã, o Atlético-MG venceu o Fortaleza no Castelão com gols de Diego Alves, já no segundo tempo, aos 13 minutos, e Hulk, aos 38, de pênalti.

FLAMENGO

Diego Alves, Isla (Matheusinho), Rodrigo Caio, Léo Pereira e Filipe Luís (Ramon); Willian Arão (Vitinho), Diego Ribas (Michael), Andreas Pereira e Everton Ribeiro (Kenedy); Bruno Henrique Gabigol. T.: Renato Gaúcho.

ATHLETICO-PR

Santos, Pedro Henrique (Zé Ivaldo), Thiago Heleno e Nico Hernández; Marcinho (Khellven), Érick, Léo Cittadini e Abner; Nikão, David Terans (Pedro Rocha) e Renato Kayzer (Christian). T.: Alberto Valentim

Estádio: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)

Assistentes: Fabricio Vilarinho da Silva (GO) e Bruno Raphael Pires (GO)

VAR: Elmo Alves Resende Cunha (GO)

Cartões amarelos: Willian Arão e Kenedy (FLA); Erick e Renato Kayzer (CAP)

Cartões vermelhos: Khellven (ATH), aos 35'/2ºT

Gols: Nikão (CAP), aos 10' e aos 52'/1ºT; Zé Ivaldo (CAP), aos 43'/2ºT

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