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Ataques a satélites: a crescente corrida armamentista no espaço

·4 min de leitura
Um foguete chinês Kuaizhou-1A decola em 12 de maio de 2020 (AFP/STR)

No ano passado, um general americano fez uma revelação: dois satélites russos em órbita estavam perseguindo um satélite-espião americano na órbita da Terra.

Não ficou claro se os satélites Cosmos poderiam atacar o USA-245, um aparelho de vigilância americano.

"Isso tem o potencial de criar uma situação perigosa no espaço", disse o general Jay Raymond, chefe do Comando Espacial do Pentágono.

O incidente passou, mas marcou uma nova fase na crescente corrida armamentista no espaço, onde satélites potencialmente armados com bombas, espaçonaves que disparam laser e outras tecnologias passaram da ficção científica à realidade.

A situação ficou clara na segunda-feira (15), quando a Rússia lançou, da Terra, um míssil que explodiu um de seus próprios satélites em uma demonstração de força.

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Jens Stoltenberg, classificou o ato de "imprudente".

"Isso mostra que a Rússia está desenvolvendo novos sistemas de armas que podem derrubar satélites", disse ele em uma reunião na terça-feira (16) com ministros da Defesa da UE.

A militarização do espaço é tão antiga quanto a própria corrida espacial: assim que o Sputnik foi colocado em órbita em 1957, Washington e Moscou começaram a explorar maneiras de armar e destruir satélites.

No início, a maior preocupação eram as armas nucleares no espaço. Em 1967, as superpotências e outros países assinaram o Tratado do Espaço Exterior, que proibia armas de destruição em massa em órbita.

Desde então, Rússia, Estados Unidos, China e até Índia têm explorado maneiras de lutar no espaço fora do tratado.

Essa competição hoje se concentra na destruição de satélites rivais, que são cada vez mais essenciais para as comunicações, vigilância e navegação de qualquer exército avançado.

Em 1970, Moscou testou com sucesso um satélite carregado de explosivos que poderia destruir outro satélite em órbita.

Os Estados Unidos responderam em 1983, quando o então presidente Ronald Reagan anunciou sua ambiciosa Iniciativa de Defesa Estratégica, o programa "Guerra nas Estrelas", que prometia mísseis antimísseis e satélites que emitiam lasers, ou micro,ondas.

Grande parte da tecnologia imaginada era, então, inviável. Mas, em um movimento histórico, o Pentágono usou um míssil para destruir um satélite que falhou em um teste de 1985.

Desde então, os rivais tentam mostrar que têm a mesma pontaria: China, em 2007, e Índia, em 2019.

Depois de tentar por algum tempo, o sucesso russo na segunda-feira não surpreendeu muitos especialistas.

"Os russos não precisavam detonar o satélite para mostrar que tinham capacidade para isso", disse Isabelle Sourbes-Verger, especialista espacial do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França.

Em vez disso, o episódio foi uma demonstração "de que, se necessário, a Rússia não permitirá que os Estados Unidos sejam os únicos a controlar o espaço".

- Assédio no espaço -

Os países mantêm sigilo sobre suas atividades espaciais militares e, dado que muitas das tecnologias envolvidas são de uso duplo - servem a propósitos civis e de defesa -, suas capacidades não são totalmente claras.

Mas a corrida é tal que, em 2019, o Pentágono estabeleceu sua Força Espacial, acreditando que Rússia e China tinham potencial para superar os Estados Unidos.

"Manter o domínio americano nessa área agora é a missão da Força Espacial dos Estados Unidos", disse o então secretário de Defesa, Mark Esper.

A corrida evoluiu da ideia de destruir satélites com mísseis, ou satélites "kamikaze", para encontrar outras maneiras de danificá-los com laser de alta potência, ou armas de micro-ondas.

Tanto a Rússia quanto a China desenvolveram satélites "perseguidores espaciais" que podem ser manipulados para interferir fisicamente em outros, de acordo com Brian Chow, um analista de política espacial independente que passou 25 anos no "think tank" Rand Corporation.

Com braços robóticos, "eles podem simplesmente perseguir o satélite oposto e movê-lo para outro local, ou dobrar uma antena" para desativá-lo, descreveu Chow.

Esses satélites ainda são poucos, mas a implantação de dois deles por parte da Rússia para ameaçar um satélite americano em 2020 mostra que a tecnologia está aí.

Além disso, China e Estados Unidos têm programas ultrassecretos de pequenas espaçonaves com asas, reutilizáveis e robóticas, que podem ser usadas com armas e danificar satélites rivais.

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