Mercado abrirá em 2 h 6 min
  • BOVESPA

    110.140,64
    -1.932,91 (-1,72%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    53.874,91
    -1.144,00 (-2,08%)
     
  • PETROLEO CRU

    76,26
    +0,38 (+0,50%)
     
  • OURO

    1.927,80
    -3,00 (-0,16%)
     
  • BTC-USD

    23.440,45
    -365,21 (-1,53%)
     
  • CMC Crypto 200

    535,17
    -10,14 (-1,86%)
     
  • S&P500

    4.179,76
    +60,55 (+1,47%)
     
  • DOW JONES

    34.053,94
    -39,02 (-0,11%)
     
  • FTSE

    7.840,53
    +20,37 (+0,26%)
     
  • HANG SENG

    21.660,47
    -297,89 (-1,36%)
     
  • NIKKEI

    27.509,46
    +107,41 (+0,39%)
     
  • NASDAQ

    12.665,50
    -181,25 (-1,41%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,4973
    +0,0076 (+0,14%)
     

Campos Neto relativiza crítica de Lula, mas reforça defesa à independência do BC

Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto

Por Bernardo Caram

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, relativizou nesta quinta-feira críticas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à independência formal da autoridade monetária, mas reforçou sua defesa à autonomia do órgão e se comprometeu a ficar no cargo até o fim do mandato.

Em seminário promovido pela UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles), Campos Neto disse que a formalização da autonomia do BC por meio de uma lei ajudou a reduzir a volatilidade dos mercados no Brasil e mostrou resiliência.

Ele argumentou que informações são retiradas de contexto em algumas entrevistas e colocou as declarações de Lula em perspectiva.

"Se você olha a entrevista, de um lado, ele se orgulha por (Henrique) Meirelles ter tido independência. De outro lado, o que acho que ele quis dizer foi ‘eu não acho que precisamos ter a independência na lei, pode ter a independência sem a lei e fazer as coisas funcionarem’”, disse.

“Mas quando você pensa no que está acontecendo no Brasil e quão difícil foi o processo da eleição no Brasil, acho que o mercado estaria bem mais volátil se o Banco Central não tivesse a autonomia na lei, seria outro elemento de incerteza”.

Henrique Meirelles presidiu o BC nos dois primeiros governos de Lula (2003-2011).

Os comentários de Campos Neto foram feitos um dia depois de Lula ter posto em dúvida, em entrevista à GloboNews, a vantagem de um Banco Central autônomo e questionado se os níveis das metas atuais de inflação não são baixos demais.

Em discurso público nesta quinta, Lula voltou a abordar a política monetária, questionando o porquê de a taxa básica de juros estar no nível que está --Lula citou erroneamente uma taxa de 13,5%, quando a Selic já está em 13,75%.

O mandato de Campos Neto na presidência do Banco Central vai até o fim de 2024.

Na apresentação desta quinta, ao justificar a elevação mais forte das taxas de juros no Brasil após a pandemia, o presidente do BC afirmou que o país tem uma memória viva da inflação. Também afirmou que os cortes de impostos no ano passado tiveram impacto relevante e que, sem eles, o índice de preços estaria agora em 9%, não em 5,5%.

Campos Neto ainda condenou os ataques registrados em Brasília no dia 8 de janeiro deste ano e disse que os atos impactam a credibilidade do Brasil.

"Brasil está passando por momentos difíceis ultimamente, vimos o que aconteceu no dia 8. Nós condenamos fortemente, é inaceitável, espero que sejamos capazes de investigar e punir as pessoas responsáveis por isso. Acho que é um dano para a credibilidade do país e precisamos de credibilidade agora para voltar a crescer em ritmo sustentável", afirmou.

Ele também afirmou que o Banco Central vai abrir o protocolo de criação do Pix a quem tiver interesse para que haja um caminho aberto que permita a existência do sistema no exterior.

Segundo ele, o BC já teve conversas sobre o tema com Uruguai, Colômbia, Peru, Equador, Canadá e Estados Unidos.