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Ataques antidemocráticos no Brasil têm financiamento internacional, diz Toffoli

Redação Notícias
·2 minuto de leitura
Brazilian President Jair Bolsonaro greets supporters in front of the Planalto Palace, after a protest against the National Congress and the Supreme Court, in Brasilia, on March 15, 2020. (Photo by Sergio LIMA / AFP) (Photo by SERGIO LIMA/AFP via Getty Images)
Brazilian President Jair Bolsonaro greets supporters in front of the Planalto Palace, after a protest against the National Congress and the Supreme Court, in Brasilia, on March 15, 2020. (Photo by Sergio LIMA / AFP) (Photo by SERGIO LIMA/AFP via Getty Images)

Dias Toffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), revelou que pessoas que usam as redes sociais para atacar instituições brasileiras, como o próprio STF, receberam financiamento internacional. A informação foi dada em entrevista na noite de domingo (21) ao Canal Livre, da Band.

Os inquéritos da Corte que apuram atos antidemocráticos e fake news no país, conduzidas pelo ministro Alexandre de Moraes, têm como alvo deputados, empresários e blogueiros bolsonaristas, que sofreram medidas de busca e apreensão e quebras de sigilo.

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“Esse inquérito que combate as fake news e os atos antidemocráticos já identificou financiamento estrangeiro internacional a atores que usam as redes sociais para fazer campanhas contra as instituições, em especial o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional”, disse.

Para Toffoli, a quebra de sigilo bancário mostrou que os que atacam as instituições não são um “grupo de malucos”.

“Há uma organização por trás disso, que ataca inclusive a imprensa tradicional e séria”. “Temos que estar atentos, e o inquérito está em excelentes mãos”, destacou.

Segundo o ministro do STF, o objetivo desses grupos é “criar o caos e desestabilizar a democracia”.

“A história do país mostrou ao que isso levou no passado. Financiamento a grupos radicais, seja de extrema direita, seja de extrema esquerda, para criar o caos e desestabilizar a democracia em nosso país”, afirmou.

Em 2019, o inquérito sobre as fake news foi aberto no Supremo em resposta às crescentes críticas e ataques sofridos nas redes sociais, principalmente por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. A apuração sobre manifestações antidemocráticas foi instaurada em 2020 após uma sequência de atos em Brasília, inclusive com a participação do presidente.