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Ataque por ransomware paralisa Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul

Anderson Mendes
·2 minuto de leitura

Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) foi alvo de um ataque hacker na madrugada de quarta-feira (28). A ofensiva comprometeu os sistemas do TJRS e permanece sem solução até a manhã desta sexta-feira (30).

A assessoria do TJRS confirmou a invasão feita por ransomware na madrugada de quarta-feira. Na manhã do mesmo dia, alguns servidores públicos já tinham relatado problema em utilizar o portal do judiciário, conforme levantado pela GZH.

A instabilidade do sistema fez a instituição suspender seus prazos de processos judiciais e administrativos, sem data prevista para o retorno até o momento. No entanto, os expedientes internos e atividades presenciais que não dependem do sistema eletrônico continuam sendo desempenhadas.

Apesar de mensagens exigindo pagamento em Bitcoins, integrantes da Justiça não acreditam que a intenção dos criminosos seja de receber ganhos econômicos com o ataque. Para eles, essa mensagem seria algo automático nesses tipos de invasões, que normalmente são feitas em empresas privadas, e não em órgãos públicos.

O ataque já dura mais de 48 horas e, até o momento, nenhuma tentativa de contato ou negociação foram feitas por parte dos hackers, como pedidos de depósitos ou outras formas de pagamento.

Qual seria a motivação do ataque?

Os membros da Justiça trabalham com outras linhas investigativas para a motivação do crime. Entre as possibilidades, estão o interesse de alguns grupos criminosos do estado em obter informações, retaliação política e demonstração de poder de grupos especializados em crimes cibernéticos.

Também chama a atenção o fato de haver audiências de membros de facções criminosas marcadas para esta semana. Entretanto, segundo os juízes do tribunal, essas audiências são rotineiras, e atrasar ou transferi-las para outros estados seria prejudicial para os acusados, que teriam dificuldades de apresentar as suas defesas.

Sem nenhuma evidência clara até o momento sobre a motivação do ataque, o caso segue sendo investigado pela equipe interna do TJ, contando com o apoio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Além disso, a Delegacia de Repressão a Crimes Informáticos e de Defraudações da Polícia Civil passou a atuar no caso, com acompanhamento do Ministério Público.

Tramita no TJRS grande parte dos processos relacionados a diversas empresas acusadas de operar esquemas financeiros. Uma delas é a Unick, acusada de operar a maior pirâmide de criptomoedas no país e desviar pelo menos R$ 12 bilhões. Entretanto, por ora não há indícios de que a ofensiva ao Tribunal tenha qualquer relação com réus em ações judiciais.

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