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"Atalhos espaciais" poderiam ajudar naves a irem mais longe em menos tempo

Daniele Cavalcante
·3 minuto de leitura

As naves Voyager 1 e 2 levaram cerca de 40 anos para chegarem à fronteira do Sistema Solar com o espaço interestelar. Entretanto, pode ser que as naves do futuro alcancem essas distâncias em menos tempo, de acordo com uma nova descoberta. É que um grupo de pesquisadores publicou um artigo descrevendo uma rota bem específica, no Sistema Solar, que poderia encurtar o tempo que se leva para ir além.

Quando o assunto são viagens espaciais, o caminho mais curto nem sempre é em linha reta. Na verdade, geralmente as naves aproveitam a órbita dos planetas para pegar impulso a fim de irem mais rápido em direção ao seu destino. Essas “super estradas” cósmicas podem, por exemplo, levar cometas e asteroides próximos de Júpiter até Netuno em menos de uma década. Para comparação, levou cerca de 12 anos para a primeira Voyager ir da Terra até Netuno.

Ainda de acordo com a pesquisa, a rota pode levar objetos e naves a 100 unidades astronômicas (ou seja, 100 vezes a distância média entre a Terra e o Sol) em menos de um século, o que seria algo muito vantajoso. Para sair do Cinturão de Kuiper, por exemplo, teríamos que percorrer a metade disso, 50 unidades astronômicas. Bem, as Voyager estão mais ou menos dentro desses prazos, mas há uma explicação para isso: elas já teriam usado alguns desses "atalhos" espaciais.

Voyager 1 (Imagem: Reprodução/NASA)
Voyager 1 (Imagem: Reprodução/NASA)

Esses caminhos descritos no novo artigo são formados por uma série de arcos conectados dentro de algo conhecido como “manifolds espaciais”. Um deles está relacionado a Júpiter e sua grande força gravitacional. Os astrônomos e planejadores de missões espaciais já sabem há bastante tempo que este planeta pode induzir a jornada de objetos em rápidas escalas de tempo. Por isso as naves espaciais, como as próprias Voyager, aproveitam a gravidade deste gigante gasoso para irem mais longe. No entanto, a “ampla influência [de Júpiter] sobre os corpos celestes naturais foi em grande parte subvalorizada e inexplorada”, afirmam os pesquisadores.

Em outras palavras, os “manifolds” já são usados para o transporte rápido até longas distâncias do Sistema Solar interno e externo. Mas, segundo o novo estudo, há uma estrutura de trilhas desse tipo ainda não haviam sido detectadas. As manifolds de Júpiter, que são as mais fortes, podem ser transformadas em trajetórias colisionais (o que acontece frequentemente com asteroides e pode ser usado para enviar alguma sonda para entrar no planeta) ou de fuga — o efeito de ser impulsionado pela gravidade jupiteriana para longe.

No artigo, alguns dos exemplos mencionados podem atingir, em média, as distâncias de Urano e Netuno em 38 e 46 anos, respectivamente, mas alguns chegando à região de Netuno em menos de uma década (doze anos foi o tempo que a Voyager levou para chegar da Terra a Netuno). Além disso, 70% desses exemplos são arremessados pela gravidade para uma distância de 100 unidades astronômicas ao longo de um século. Estudos anteriores previram um tempo mais longo para se alcançar essas distâncias.

Longe de ser um estudo conclusivo, o artigo apresenta novos cálculos usando como exemplos asteroides e cometas que recebem influência da gravidade de Júpiter. De acordo com os pesquisadores, será através da combinação de observações, teoria e simulações computacionais que “a compreensão deste mecanismo de curto prazo será melhorada”. Os resultados podem incluir viagens mais rápidas para destinos ainda não alcançados pela humanidade.

Fonte: Canaltech

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