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Fed quer "flexibilidade" nos juros com inflação ainda como foco chave, mostra ata

Prédio do Federal Reserve em Washington D.C.

Por Howard Schneider

WASHINGTON (Reuters) - Todas as autoridades presentes na reunião de política monetária do Federal Reserve de 13 a 14 de dezembro concordaram que o banco central dos Estados Unidos deveria diminuir o ritmo de seus aumentos agressivos da taxa básica de juros, permitindo que o custo do crédito continue a ser elevado para controlar a inflação, mas de maneira gradual para limitar riscos ao crescimento econômico.

A ata da reunião, divulgada nesta quarta-feira, mostrou os formuladores de política monetária ainda focados em controlar o ritmo dos aumentos de preços, que ameaçam ser mais fortes do que o previsto, e preocupados com qualquer "percepção errônea" nos mercados financeiros de que seu compromisso com o combate à inflação esteja, de alguma forma, enfraquecendo.

Mas as autoridades também reconheceram que fizeram "progressos significativos" no ano passado ao subir os custos dos empréstimos o suficiente para reduzir a inflação. Como resultado, o banco central agora precisava equilibrar sua luta contra o aumento dos preços com os riscos de desacelerar demais a economia e "potencialmente colocar os maiores encargos sobre os grupos mais vulneráveis" por meio de desemprego acima do necessário.

"A maioria dos participantes (da reunião) enfatizou a necessidade de manter a flexibilidade e a opcionalidade ao mudar a política monetária para uma postura mais restritiva", disse a ata, uma indicação de que as autoridades podem estar preparadas para reduzir o ritmo para incrementos de 0,25 ponto percentual a partir da reunião de 31 de janeiro a 1º de fevereiro, mas também permaneceram abertas a uma taxa "terminal" ainda maior do que o previsto se a inflação elevada persistir.

De fato, o documento enfatiza a explicação de que a decisão de passar para movimentos menores de juros não deve ser interpretada pelos investidores ou pelo público em geral como um enfraquecimento de seu compromisso de trazer a inflação de volta à meta de 2% do banco central.

"Os participantes reafirmaram seu forte compromisso de retornar a inflação ao objetivo de 2% do Comitê (Federal do Mercado Aberto)", disse a ata. "Vários participantes enfatizaram que seria importante comunicar claramente que uma desaceleração no ritmo de aumento dos juros não era uma indicação de qualquer enfraquecimento da determinação do Comitê de alcançar sua meta de estabilidade de preços."

Os formuladores de política monetária aprovaram um aumento da taxa de 0,50 ponto percentual na reunião do mês passado, menor do que as altas de 0,75 ponto percentual promovidas ao longo de boa parte de 2022.

"Nenhum participante antecipou que seria apropriado começar a reduzir a meta da taxa básica em 2023", disse a ata.

Os mercados e alguns economistas, no entanto, ainda não desistiram da ideia de que o Fed fará exatamente isso antes do final do ano, reforçando o desafio de comunicação enfrentado pelo presidente do Fed, Jerome Powell, e seus colegas este ano.

"Nossa visão ainda é que a rápida redução da inflação, combinada a uma queda notável no crescimento do emprego, alterará o cenário de forma bastante dramática no primeiro semestre deste ano", disse o economista-chefe da Capital Economics, Paul Ashworth, em nota após a divulgação da ata.

"Depois de um aperto final de 50 (pontos básicos) no primeiro trimestre, levando a taxa dos fundos federais a um pico próximo a 5%, ainda esperamos que o Fed corte as taxas novamente antes do final deste ano."

Os contratos futuros de taxas de juros também mostravam que os traders se apegaram amplamente às apostas de que o Fed elevará a meta de taxa de juros para pouco menos de 5% nos próximos meses e depois começará a cortá-la na segunda metade do ano.

As autoridades do Fed projetaram em dezembro que a taxa, atualmente na faixa de 4,25% a 4,50%, subiria para pouco mais de 5% até o final de 2023 e provavelmente permaneceria lá por algum tempo.

Por quanto tempo será necessária uma política monetária "restritiva" pode se tornar um tópico emergente de debate.

"Muitos participantes destacaram" que o Fed, após um ano em que elevou os juros no ritmo mais rápido desde os anos 1980, agora tem que equilibrar sua luta contra a inflação com a possibilidade de uma política monetária excessiva que "poderia acabar sendo mais restritiva do que o necessário".

"Uma desaceleração no ritmo de elevações da taxa de juros nesta reunião permitiria melhor ao Comitê avaliar o progresso da economia... à medida que a política monetária se aproximasse de uma postura suficientemente restritiva."