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Ata do Fed deve sinalizar tamanho de próximo aumento dos juros

(Bloomberg) -- Um relato do debate durante a reunião de política monetária do Federal Reserve em julho, que será publicado após duas semanas de volatilidade em Wall Street, deve oferecer pistas sobre o que levaria o banco central a optar por uma dose maior de juros novamente em setembro.

A decisão do Fed de elevar a taxa básica em 0,75 ponto percentual pelo segundo mês seguido na reunião de 26 a 27 de julho marcou o ritmo mais rápido de aperto desde o início da década de 1980. E, desde então, apostas nos mercados financeiros sobre o tamanho do próximo aumento em setembro têm oscilado entre 50 e 75 pontos-base, diante de relatórios que mostram um mercado de trabalho mais forte do que o esperado e inflação abaixo das previsões.

A ata, a ser divulgada às 15:00 de Brasília na quarta-feira, provavelmente não colocará um ponto final no debate. Mas pode indicar quais tipos de dados as autoridades do Fed precisariam ver para aplicar outro aumento “atipicamente grande”. Durante coletiva de imprensa após a decisão de julho, o presidente do banco central americano, Jerome Powell, disse que essa possibilidade também poderia estar na mesa para a reunião de 20 e 21 de setembro.

“Se houver novas informações, seria em torno desta ideia: os outros aumentos adicionais dos juros devem ser de tamanho incremental menor ou a porta está realmente aberta para algo maior?” disse Michael Gapen, economista-chefe para EUA no Bank of America, em Nova York.

“A análise de custo-benefício se inclina em direção a aumentos menores – e os dados de inflação provavelmente os ajudaram dessa maneira – mas então você recebe outro forte relatório do mercado de trabalho e pode ser difícil para eles não subirem em 75 pontos-base” novamente, disse Gapen.

As autoridades do Fed que se pronunciaram desde a reunião de julho se opuseram a qualquer percepção de que o aperto monetário possa ser revertido em breve. E deixaram claro que combater a inflação mais alta em quatro décadas é prioridade.

Os dados de emprego de julho, publicados pelo Departamento do Trabalho em 5 de agosto, mostraram que empresas abriram 528 mil vagas no mês passado, mais que o dobro da previsão de analistas, enquanto a taxa de desemprego caiu para 3,5%, igualando a mínima pré-pandemia. Esses números levaram investidores a apostarem em um terceiro aumento consecutivo de 75 pontos-base.

Mas o relatório dos preços ao consumidor, divulgado em 10 de agosto, mostrou que o CPI subiu 8,5% nos 12 meses até julho, abaixo do ganho de 9,1% no ano até junho, a maior taxa de inflação desde 1981. Os dados foram suficientes para reverter as apostas, e investidores agora veem a mesma probabilidade de uma elevação de 0,5 ponto percentual ou 0,75 ponto, de acordo com preços dos contratos futuros atrelados à taxa de referência do Fed.

O banco central americano tem subido os juros desde março. Representantes do Fed cada vez mais admitem que foram muito lentos para começar a apertar a política monetária: o primeiro aumento foi de 0,25 ponto percentual, seguido de 0,5 p.p. e, finalmente, dois aumentos de 0,75 ponto para recuperar o atraso diante do avanço da inflação.

Após a alta de julho, o intervalo da meta para a taxa de referência é de 2,25% a 2,5%, nível que muitas autoridades consideram aproximadamente “neutro” para a economia.

Os números de agosto sobre empregos e preços ao consumidor serão divulgados antes da reunião de setembro e devem ser críticos para moldar as expectativas do mercado antes da próxima decisão de política monetária.

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©2022 Bloomberg L.P.