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Astronomia e crianças | Como ensinar os pequenos a observar o céu

Astronomia é uma ciência acessível também para as crianças. Aliás, pode ser bastante divertida — existe uma gama de opções para tornar a experiência de aprendizado em um verdadeiro parque de diversões! Com livros, brinquedos, jogos e canais do YouTube, podemos ajudar as crianças em uma jornada de conhecimento astronômico (com o perdão pelo trocadilho).

Carl Sagan, um dos grandes responsáveis pela popularização da astronomia em todo o mundo, começou a devorar livros sobre o tema ainda na infância. Se ele foi uma inspiração para milhares de jovens desde a década de 1980, por meio de sua série Cosmos, seu legado também pode inspirar crianças e adolescentes nos dias de hoje.

Divulgadores mirins

Aqui no Brasil, já temos astrônomos mirins referência na divulgação científica em grupos voltados às crianças. A mais conhecida é a Nicole Oliveira, que se tornou assunto nos jornais em 2021. Aos 8 anos, ela já havia detectado 18 asteroides através dos programas de ciência cidadã.

“Comecei a me interessar quando tinha 2 anos e olhava para as estrelas, queria observar o céu”, contou Nicole, mais conhecida como Nicolinha, ao Canaltech no ano passado. O grupo da astrônoma mirim, chamado Nicolinha & Kids, pode ser uma ótima porta de entrada para outras crianças. Nas lives do grupo, professores são convidados para dar aulas de física e outras áreas.

Há outras crianças que também fazem divulgação de astronomia, inclusive abordando assuntos mais complexos como buracos negros. Ao lado de Nicolinha, Sabrina Cordeiro e Sara Gabriele fazem lives de entrevistas com astrônomos e cientistas de outras áreas. Cada uma tem suas contas no Instagram para publicações relacionadas ao tema.

Se a sua criança já utiliza dispositivos móveis com internet, vale a pena seguir as crianças e adolescentes, inclusive o canal da Nicolinha no YouTube. Você encontra alguns deles em nossa matéria sobre divulgadores mirins de astronomia. Também indicamos o canal no YouTube “O Incrível Pontinho Azul” que, além de astronomia, conta com vídeos sobre outras áreas da ciência.

Livros infantis sobre astronomia

A tecnologia nos oferece fontes inesgotáveis de informação e interação com pessoas que estão longe de nós, mas não há nada que substitua um bom livro, principalmente na fase de aprendizado das crianças. Livros estimulam a imaginação, o desenvolvimento cognitivo e, acima de tudo, informam de maneira encantadora.

Livros infantis sobre astronomia podem ser uma das principais ferramentas para iniciar as crianças no mundo da astronomia e mantê-las interessadas. Existem vários, inclusive feitos por autores nacionais. Entre eles, destacamos o “Manual Prático do Astrônomo Mirim”.

Manual do Astrônomo Mirim (Imagem: Reprodução/Domingos Bulgarelli/Luiz Guilherme Haun/Wailã de Souza Cruz)
Manual do Astrônomo Mirim (Imagem: Reprodução/Domingos Bulgarelli/Luiz Guilherme Haun/Wailã de Souza Cruz)

Neste livro, há uma série de curiosidades sobre o nascimento do Sistema Solar, a órbita da Terra, a força da gravidade, as estações do ano, estrelas distantes, planetas, constelações e galáxias. Além disso, há passatempos para as crianças se divertirem enquanto aprendem.

Outro livro ilustrado do tipo “curiosidades” é “Estrelas e planetas”, de Pierre Winters e Margot Senden. Ele responde perguntas que, provavelmente, todas as crianças fazem em algum momento, tais como “por que existe o dia e a noite?”, fornece fatos sobre o Sistema Solar e muito mais.

Já “Rita e o manual para ser astronauta”, de Vinicius Campos e Lila Cruz, é um livro para quem procura mais histórias com personagens e seus dilemas do que a parte científica em si. Conta a história de uma garota em um orfanato, que sonha em rever sua mãe e em ser astronauta. Cheia de imaginação, ela viaja com seres intergalácticos e escreve seu manual com testes e descobertas sobre o universo.

Seguindo a mesma linha de histórias com personagens, “George e o Segredo do Universo” é escrito por Stephen Hawking e sua filha, Lucy. Com ele, as crianças aprenderão sobre o universo e algumas das ideias revolucionárias de Hawking sobre os buracos negros. A história é sobre George, cujos pais não deixam ter acesso à tecnologia, mas, com a amiga Annie e um supercomputador, ele fará uma viagem pelo cosmos.

Jogos e kits infantis de astronomia

Kit "Astronomia", da Grow, conta com diversos experimentos para montar e brincar (Imagem: Reprodução/Grow)
Kit "Astronomia", da Grow, conta com diversos experimentos para montar e brincar (Imagem: Reprodução/Grow)

Por fim, os jogos e kits de experimentos infantis são incríveis para aprender de modo mais lúdico. Uma das opções disponíveis é o jogo “Astronomia”, da Grow, um kit com vários itens para montar e aprender por meio de simulações e experimentos.

A caixa vem com uma maquete da órbita da Terra em torno do Sol para entender sobre os movimentos dos corpos celestes; uma estufa, para compreender fenômenos atmosféricos; um projetor de constelações, um relógio de Sol e um foguete, tudo para montar e se divertir.

Há outros jogos independentes no Brasil, como o jogo de tabuleiro “Sistema Solar”, desenvolvido e comercializado pela psicopedagoga Silvia Paier. Nele, os jogadores devem responder perguntas sobre o espaço em cartas sortidas para avançar as casas do tabuleiro. Quem acertar mais perguntas, chegará primeiro ao final.

Para os mais crescidinhos, os jogos de estratégia podem ser mais interessantes. Um deles é “Cosmos”, da Dijon Jogos. Os jogadores serão protoplanetas em formação e terão que evoluir durante um período de 7 bilhões de anos. Será preciso formar a atmosfera, ajustar a gravidade e rotação, e manter a temperatura equilibrada e muito mais para possibilitar a formação de vida.

Outro jogo com a mesma pegada é o “Terraforming Mars” (disponível em português, embora o nome não tenha sido traduzido). Nele, os jogadores representam empresas que trabalham em uma corrida para tornar Marte um planeta habitável para seres humanos.

Ah, também vale a pena indicar aplicativos de astronomia para adolescentes que já possuem smartphones e conseguem navegar por menus sem maiores dificuldades. Eles são muito úteis para encontrar constelações, satélites e conhecer mais sobre o Sistema Solar e o movimento dos planetas e da Lua.

Clube de astronomia

Em Londrina, o grupo GEDAL promove encontros de observação de planetas e da Lua para o público (Imagem: Reprodução/GEDAL)
Em Londrina, o grupo GEDAL promove encontros de observação de planetas e da Lua para o público (Imagem: Reprodução/GEDAL)

Participar de grupos de astronomia costuma ser a porta de entrada para muitos astrônomos amadores. Pode existir um desses grupos em sua cidade, e todos são abertos, com pessoas experientes ansiosas para ensinar astronomia aos novatos (claro, é sempre importante acompanhar seu filho em atividades com outras pessoas, seja presencial ou virtualmente).

Dependendo do orçamento, os grupos de astronomia costumam disponibilizar telescópios em apresentações públicas em dias de Lua Cheia, por exemplo, permitindo que qualquer pessoa possa olhar pelas lentes a imagem ampliada do nosso encantador satélite natural. A primeira experiência em atividades como essa costuma ser impactante para as crianças!

Levar as crianças ao planetário também é uma ótima opção. Neles, temos experiências muito mais imersivas e conteúdo didático criado por pessoas experientes.

Programas de ciência cidadã

A ciência cidadã é uma área da ciência na qual pessoas comuns com acesso à internet podem ajudar cientistas profissionais a fazer grandes descobertas. Nos programas, desenvolvidos por instituições de pesquisa e agências espaciais, qualquer pessoa pode ajudar a encontrar asteroides no Sistema Solar e planetas distantes, entre outras coisas.

Existem várias plataformas para participar de programas de ciência cidadã. Aliás, foi em um desses programas que Nicolinha e outros astrônomos mirins descobriram asteroides e ganharam certificados de agências como a NASA. A principal plataforma para esses programas é a Zooniverse. Com ela, as crianças ajudarão cientistas “de verdade” sem precisar de conhecimentos aprofundados. Isso é muito útil para colocá-las no “campo de ação” e manter seu interesse, colocando em prática o que aprenderam.

Vale a pena comprar telescópios para crianças?

Existem modelos de telescópio para crianças, mas a decisão da compra deve ser tomada com cautela (Imagem: Reprodução/PublicDomainPictures/Pixabay)
Existem modelos de telescópio para crianças, mas a decisão da compra deve ser tomada com cautela (Imagem: Reprodução/PublicDomainPictures/Pixabay)

Antes de falarmos de telescópios para crianças, é preciso destacar que este é um passo um pouco mais avançado, quando o interesse pela astronomia já dura algum tempo. Isso porque se trata de um instrumento de fato, e não um brinquedo! O investimento no telescópio, mesmo voltado aos pequenos, é algo que deve ser feito com consciência para não haver frustrações.

Certifique-se que a criança aprendeu e está empolgada com seus novos conhecimentos sobre astronomia. Para isso, vale a pena investir nos livros de fatos curiosos, como o “Manual Prático do Astrônomo Mirin” e “O Sistema Solar”, indicados acima, além dos kits de simulação.

O “Manual Prático do Astrônomo Mirin”, por exemplo, conta com uma carta celeste (mapa do céu com as principais constelações) bem didática. Isso será muito importante para as crianças saberem onde procurar cada constelação. Por exemplo, onde procurar o Cruzeiro do Sul? Para que lado apontar o telescópio? A que horas e como fazer isso?

Todas essas questões são importantes para qualquer um que comece na astronomia, não apenas crianças. Por isso, todos os que iniciam na astronomia amadora devem começar com alguma bagagem teórica antes de comprar o primeiro telescópio. Também vale a pena procurar por materiais didáticos sobre como funciona um telescópio.

Telescópios mais básicos podem ser uma ótima experiência para crianças e adultos (Imagem: Reprodução/Lucas Pezeta/Pexels)
Telescópios mais básicos podem ser uma ótima experiência para crianças e adultos (Imagem: Reprodução/Lucas Pezeta/Pexels)

Dito isto, claro que não é preciso comprar um telescópio potente e caro. Com pouco investimento, é possível adquirir lunetas semelhantes à de Galileu Galilei (o que, aliás, é uma ótima oportunidade de ensinar as crianças sobre este o pai da astronomia moderna), ou até mesmo as peças para montá-las.

As lunetas para iniciantes costumam ter uma configuração básica, com pouca ampliação. Afinal, de nada adiantaria um instrumento mais sofisticado se a criança não conseguir encontrar nada devido à grandes ampliações, não é mesmo? Por isso, prefira configurações com lentes de ampliação entre 7 e 10 vezes, sem o recurso de zoom.

Com uma “luneta de Galileu”, as crianças poderão se encantar com a Lua, conjuntos de estrelas próximas, planetas e até mesmo as luas galileanas, descobertas por Galileu com esse mesmo tipo de instrumento. Mas antes, os pais devem aprender um pouco sobre esse tipo de instrumento, como utilizá-lo e como realizar a manutenção.

Como dito antes, não é um brinquedo e a decisão de comprar uma luneta deve sempre ser cautelosa para não gerar frustração — tanto para as crianças quanto para os pais. Decidir a idade ideal para seu filho ganhar o primeiro telescópio é parte importante desse processo de aprendizado, do qual os pais devem acompanhar ativamente.

Acompanhe os pequenos cientistas

Por falar em acompanhamento dos pais, vale ressaltar: acompanhe seu filho em todas as atividades. Pergunte o que ele aprendeu com os livros, ou com as lives das astrônomas mirins, participe das brincadeiras com os kits e jogos e se interesse pelas descobertas incríveis que eles farão.

O acompanhamento é indispensável, e provavelmente a parte mais importante para o desenvolvimento da criança. Se sentir apoiada e acompanhada nessa fase de descobertas pode ser fundamental não só afetiva e emocionalmente, mas para as decisões no futuro. Assim, os pais devem também aprender, monitorar e fazer uma “curadoria” dos conteúdos a serem consumidos pelos filhos.

Fonte: Canaltech

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