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Astronautas usam realidade aumentada na ISS e realizam tarefas com autonomia

·3 minuto de leitura

Astronautas que viajarem à Lua — e futuramente a Marte — vão precisar de mais autonomia para operar naves e equipamentos específicos sem depender exclusivamente das equipes de apoio em Terra, considerando os atrasos na comunicação entre os mundos. Assim, a NASA está testando ferramentas na Estação Espacial Internacional (ISS) que podem ajudar nessa missão. Uma delas é o projeto T2 Augmented Reality (T2AR), que, com a realidade aumentada (AR), permite que os tripulantes realizem atividades de manutenção e inspeção com mais independência.

A ideia é que a realidade aumentada guie os astronautas através de atividades complexas de manutenção e reparos de naves, além de reduzir o tempo necessário para o treinamento e a realização das tarefas. Para isso, o projeto conta com óculos de realidade aumentada HoloLens, da Microsoft, com um software customizado, que permite aos astronautas realizarem tarefas sem a necessidade do suporte da equipe de missão em solo. O T2AR foi iniciado em abril com o astronauta Soichi Noguchi, da agência espacial japonesa JAXA, que ficou encarregado de realizar manutenção em uma esteira de exercícios físicos da tripulação.

Noguchi se preparando para realizar a manutenção na esteira enquanto recebia as instruções pelos óculos de AR (Imagem: Reprodução/NASA)
Noguchi se preparando para realizar a manutenção na esteira enquanto recebia as instruções pelos óculos de AR (Imagem: Reprodução/NASA)

Geralmente, o procedimento de inspeção fica disponível em um computador ou tablet, aparelhos que podem ser um incômodo na hora de usar ferramentas ou realizar checagens em espaços apertados. Mas, desta vez, Noguchi não precisou de instruções portáteis e nem dos comandos com as equipes em solo, porque estava vendo as informações nos óculos HoloLens e tinha um software de rastreamento de procedimento. Assim, ele teve orientações para todos os passos de sua tarefa sem precisar de uma tela a mais.

A nova demonstração traz dicas direcionais em 3D para guiar o olhar do astronauta aos locais de trabalho adequados, junto das instruções do procedimento de acordo com a etapa e informações complementares. Desde a demonstração com Noguchi, outros astronautas já utilizaram o sistema a bordo da ISS. Thomas Pesquet, da Agência Espacial Europeia (ESA) e Megan McArthur, da NASA, utilizaram o aplicativo em testes, que forneceram informações aos pesquisadores sobre como a tecnologia funciona e o que falta aprimorar para os procedimentos de manutenção e inspeção. Outras nove sessões de teste seguem no plano de demonstração da tecnologia.

Imagem dos testes em solo, que mostra os guias e as informações que o astronauta pode ver com os recursos de AR (Imagem: Reprodução/NASA)
Imagem dos testes em solo, que mostra os guias e as informações que o astronauta pode ver com os recursos de AR (Imagem: Reprodução/NASA)

Bryan Dansberry, cientista associado da ISS, explica que as ferramentas de realidade aumentada mantêm a premissa de preparar orientações e expertise antecipadamente. “A ISS é a plataforma perfeita para testar sistemas de AR e refinar essas ferramentas, para elas estarem prontas quando os futuros astronautas precisarem delas”, comentou ele. “Como estão perto de casa, esses testes ajudam a amadurecer o software e a tecnologia de AR, para que a expertise e o apoio necessário estejam disponíveis em localizações remotas em todo o mundo”, concluiu.

Por enquanto, a demonstração foi limitada à esteira de exercícios físicos dos tripulantes. Como a plataforma foi criada para ser usada nas várias necessidades da estação espacial no futuro, será possível aprimorar a eficiência da tripulação e a precisão da execução das atividades — além da importância que a tecnologia terá para os astronautas que partirem em jornadas para a Lua e Marte, que poderão realizar tarefas sem precisar aguardar direcionamentos da Terra.

Fonte: Canaltech

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