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Astronautas usam edição de genes CRISPR no espaço pela primeira vez

·2 minuto de leitura
Astronautas usam edição de genes CRISPR no espaço pela primeira vez
Astronautas usam edição de genes CRISPR no espaço pela primeira vez

Um grupo de astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) conseguiu realizar pela primeira vez o processo de edição de genes CRISPR no espaço. Uma das pioneiras na realização deste processo fora da Terra foi a astronauta Christina Koch, que, junto com outros cientistas, demonstraram como o DNA se danifica e se recupera em ambiente de microgravidade.

Estudos anteriores deste tipo só não foram realizados, além da impossibilidade tecnológica, por conta de preocupações de segurança. No experimento, o grupo produziu uma quebra de DNA de fita dupla, que é particularmente prejudicial, em uma cultura de células de levedura. O teste foi concluído há algum tempo, mas as descobertas só foram publicadas na semana passada.

A astronauta da NASA Christina Kock realizando o procedimento experimental a bordo da Estação Espacial Internacional
A astronauta da NASA Christina Kock realizando o procedimento experimental a bordo da Estação Espacial Internacional. Crédito: Sebastian Kraves/Nasa

As descobertas ajudarão os pesquisadores a descobrirem como o DNA pode ou não se reparar durante uma viagem espacial. Em comunicado à imprensa, a Livraria Pública de Ciências (PLOS), explicou que os astronautas que viajam para fora da atmosfera da Terra enfrentam um risco maior de danos ao DNA por conta da radiação ionizante que permeia o universo.

Viagens espaciais

Sendo assim, estratégias específicas para a edição de genes para reparo do DNA são empregadas pelo corpo no espaço e podem ser importantes em um futuro próximo, onde o turismo espacial está prestes a se tornar uma realidade e vários países têm projetos para exploração espacial com viagens de longo prazo a locais como a Lua.

Leia mais:

Caso os pesquisadores consigam entender melhor os potenciais danos causados ao DNA dos astronautas pela radiação ionizada, eles podem ser capazes de criar métodos para protegê-los desses perigos. Com astronautas mais preparados e protegidos, as viagens espaciais poderão ser mais longas e com destinos mais distantes.

Com informações de Futurism e Engadget

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