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AstroForge planeja lançar em 2023 missão para avaliar a mineração de asteroides

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A AstroForge quer realizar o que nenhuma outra companhia conseguiu até agora: minerar asteroides próximos à Terra em busca de metais nobres, como a platina. Após uma rodada inicial de financiamento, a empresa planeja lançar um pequeno satélite em 2023 para demonstrar a capacidade de realizar tal façanha.

Em 2012, alguns bilionários fundaram a Planetary Resources, uma empresa voltada à coleta de água em asteroides e a comercialização do recurso em "postos de combustíveis" na órbita da Terra. No ano seguinte, outro grupo de investidores criou a Deep Space Industries para coletar metais preciosos no espaço.

Em 2020 a sonda OSIRIS-REx, da NASA, coletou amostras do asteroide Bennu (Imagem: Reprodução/NASA/Goddard/University of Arizona)
Em 2020 a sonda OSIRIS-REx, da NASA, coletou amostras do asteroide Bennu (Imagem: Reprodução/NASA/Goddard/University of Arizona)

Mas já em 2019, nenhuma destas empresas existia mais. Em grande parte, por conta do desafio tecnológico em construir espaçonaves capazes de viajar para o espaço profundo e minerar asteroides. Além disto, cada projeto precisava de um grande investimento até que a mineração espacial começasse a trazer lucro.

Agora, a AstroForge quer coletar platina em asteroides para comercializar o metal nobre aqui na Terra. No início do ano, os fundadores da empresa, Jose Acain e Matt Gialich, disseram estar cientes de todo o desafio envolvido para tornar a mineração no espaço uma realidade.

Nos últimos anos, a NASA e a agência espacial japonesa (JAXA) coletaram amostras de asteroides, respectivamente, através das missões OSIRIS-REx e Hayabusa-2. Embora cada uma tenha recolhido o material para pesquisas científicas, elas comprovaram que a coleta é possível.

Minerando platina em asteroides

Segundo Gialich, ao contrário das iniciativas anteriores que pretendiam construir espaçonaves de mineração, algumas custando até bilhões de dólares, a AstroForge planeja utilizar a tecnologia espacial comercial já disponível, o que reduziria bastante o custo da missão.

A NASA já identificou 10 mil asteroides próximos da Terra (Imagem: reprodução/NASA/JPL-Caltech)
A NASA já identificou 10 mil asteroides próximos da Terra (Imagem: reprodução/NASA/JPL-Caltech)

Recentemente, a empresa anunciou que levantou US$ 13 milhões em sua primeira rodada de investimentos. Além de ampliar seu atual quadro de sete funcionários, a AstroForge usará o valor arrecado para enviar um pequeno satélite ao espaço em 2023 para desmontar a tecnologia de mineração na órbita baixa da Terra (LEO).

Após esta demonstração de tecnologia, a empresa planeja mais duas missões ao espaço profundo. Para isto, a AstroForge desenvolverá pequenas naves que possam ser lançadas “de carona” em foguetes comerciais. A primeira missão, disse Gialich, retornará dezenas de milhares de dólares em platina.

A espaçonave será enviada a um asteroide próximo à Terra e coletará o material de sua superfície, então o refinará e o enviará ao planeta. Um escudo térmico será usado para a reentrada na atmosfera e paraquedas para amortecer o pouso do mineral coletado.

Platina em asteroides

Atualmente, o quilo da platina custa US$ 31.000, então, para um bom lucro, a empresa precisará retornar uma boa quantidade do mineral à Terra. No entanto, a missão da empresa levanta outra questão: quanto de platina há disponível nos asteroides próximos ao planeta?

Pedaços (pepitas) brutos de platina (Imagem: Reprodução/Domínio Público)
Pedaços (pepitas) brutos de platina (Imagem: Reprodução/Domínio Público)

Até agora, a AstroForge identificou oito alvos de mineração, mas Gialich disse que, até a missão ser enviada ao primeiro asteroide, não há como saber quanto de platina há disponível. "Até irmos, não saberemos", acrescentou. Gialich e Acain, respectivamente veteranos da Virgin Orbit e SpaceX, reconhecem o grande desafio.

Ainda assim, eles acreditam que chegou a hora de empresas comerciais começarem a olhar para além da órbita baixa da Terra. “Nós realmente queremos inspirar uma geração mais jovem do que nós a sonhar mais alto e ir além do envelope”, ponderou Gialich.

Fonte: Canaltech

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